O Distrito Federal é a segunda unidade da Federação mais inadimplente do Brasil, com 58,38% da população adulta endividada, totalizando 1.335.919 pessoas. Os dados são do Serasa Consumidor, que aponta que o DF só fica atrás do Amapá nesse índice, superando estados como Rio de Janeiro e São Paulo. O economista William Baghdassarian, do Ibmec […]
O Distrito Federal é a segunda unidade da Federação mais inadimplente do Brasil, com 58,38% da população adulta endividada, totalizando 1.335.919 pessoas. Os dados são do Serasa Consumidor, que aponta que o DF só fica atrás do Amapá nesse índice, superando estados como Rio de Janeiro e São Paulo. O economista William Baghdassarian, do Ibmec Brasília, destaca que a alta inadimplência persiste desde 2019, apesar da renda média elevada, que é concentrada em uma pequena parcela da população.
A maior parte das dívidas no DF é com bancos e cartões de crédito, sendo que a faixa etária mais afetada varia de 41 a 60 anos. O frentista José Maria Souza, de 48 anos, relata que suas dívidas se acumulam devido à estagnação salarial, dificultando a compra de bens. Ele planeja consolidar suas dívidas em um único pagamento para facilitar a quitação e sonha em comprar um carro para trabalhar como Uber.
A merendeira Dora Dias, de 47 anos, enfrenta dificuldades semelhantes, especialmente com o cartão de crédito. Mãe solo, ela busca renegociar suas dívidas e já conseguiu quitar uma conta. Seu objetivo é reformar a casa após resolver suas pendências financeiras. O autônomo Jacildo Pereira, de 64 anos, também está endividado e relata que sua situação piorou, impedindo-o de visitar sua cidade natal. Ele tentou renegociar, mas as condições exigidas pelas empresas são inviáveis.
O economista Marcelo Valle recomenda um planejamento financeiro para quem deseja reduzir dívidas. Ele sugere unificar informações sobre débitos e buscar acordos com credores. Valle também aconselha a alteração do perfil das dívidas, como a contratação de empréstimos pessoais com juros menores, e o uso de aplicativos para controle financeiro. Para evitar o efeito “bola de neve”, é crucial ter clareza sobre as despesas e evitar gastos desnecessários, além de criar um fundo de emergência para imprevistos.
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