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Companhias abertas adotam cautela e priorizam preservação de caixa, afirma Abrasca

- Companhias abertas priorizam a preservação de caixa em cenário desafiador. - Alta de juros e risco de recuperação judicial exigem cautela nas decisões. - Crescimento do mercado de dívidas surge como alternativa de financiamento. - Busca por IPOs no exterior reflete a competitividade do mercado nacional. - Abrasca se opõe a aumento de impostos e defende eficiência nos gastos públicos.

As companhias abertas brasileiras estão adotando uma postura cautelosa em meio ao atual cenário econômico, priorizando a preservação de caixa e a sobrevivência no mercado. Essa análise foi feita por Pablo Cesário, presidente-executivo da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), em entrevista ao CNN Money nesta terça-feira, 21 de novembro de 2024. Cesário destacou que […]

As companhias abertas brasileiras estão adotando uma postura cautelosa em meio ao atual cenário econômico, priorizando a preservação de caixa e a sobrevivência no mercado. Essa análise foi feita por Pablo Cesário, presidente-executivo da Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), em entrevista ao CNN Money nesta terça-feira, 21 de novembro de 2024. Cesário destacou que as empresas enfrentam desafios como altas taxas de juros e o risco de recuperação judicial, o que as leva a um comportamento de prudência.

De acordo com o executivo, as empresas que possuem caixa preservado mantêm essa reserva, enquanto aquelas que não têm se financiam por meio do mercado de dívida e da venda de ativos. Essa estratégia é uma resposta à política de ajuste fiscal e ao aumento dos juros, que visam desacelerar a economia. Além disso, as empresas estão buscando diversificar suas fontes de financiamento e, em alguns casos, até mesmo recomprando ações.

Cesário também abordou a reforma tributária e seus impactos, defendendo uma avaliação criteriosa das políticas públicas e dos incentivos fiscais. Ele argumentou que todos os incentivos concedidos a diferentes setores têm como objetivo alcançar resultados públicos esperados, como a geração de empregos e o combate à pobreza. A Abrasca se posiciona contra qualquer aumento de impostos, incluindo a possibilidade de elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Quanto ao mercado de capitais, Cesário afirmou que as condições para uma nova onda de IPOs (Ofertas Públicas Iniciais) ainda não estão presentes. No entanto, ele destacou o crescimento do mercado de dívidas como uma alternativa de financiamento. O executivo também mencionou a tendência de diversificação das fontes de financiamento, com empresas buscando abrir capital no exterior, o que levanta questões sobre a competitividade do mercado nacional.

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