O Morgan Stanley destacou que, apesar da sensibilidade às taxas de juros elevadas, as empresas de utilities, como energia e saneamento, estão relativamente protegidas da turbulência econômica. Isso se deve ao seu desempenho sustentado por retornos regulados, contratos ajustados à inflação e concessões de longo prazo. O banco expressou preferência pela ação da Sabesp (SBSP3), […]
O Morgan Stanley destacou que, apesar da sensibilidade às taxas de juros elevadas, as empresas de utilities, como energia e saneamento, estão relativamente protegidas da turbulência econômica. Isso se deve ao seu desempenho sustentado por retornos regulados, contratos ajustados à inflação e concessões de longo prazo. O banco expressou preferência pela ação da Sabesp (SBSP3), recomendando uma posição overweight, seguida por Eletrobras (ELET3), Equatorial (EQTL3), Copel (CPLE6) e CPFL (CPFE3), devido a avaliações atrativas e boas perspectivas de crescimento.
Os analistas também mencionaram a presença de catalisadores que podem gerar resultados positivos em 2025, além de métricas atrativas como turnaround e dividendos consistentes. Em contraste, o Morgan Stanley reduziu a recomendação de Egie (EGIE3) e Cemig (CMIG4) de equalweight para underweight, devido a avaliações menos atrativas e perspectivas de dividendos desfavoráveis. A Cemig, que teve um desempenho de preço de 29% nos últimos 12 meses, agora apresenta um perfil de risco-retorno menos atrativo, com um retorno esperado do capital próprio (IRR) de 10%.
A Engie possui um portfólio diversificado e de baixo risco, mas sua avaliação é considerada elevada, com um IRR de 10% e perspectivas limitadas para aumento de dividendos, em meio a um ciclo de capex elevado. Embora as empresas de utilities sejam sensíveis a taxas reais mais altas, seu desempenho é sustentado por fatores como retornos regulados e contratos de longo prazo, o que as torna menos vulneráveis a flutuações econômicas.
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