Os frigoríficos brasileiros enfrentaram uma queda significativa no Ibovespa nesta terça-feira, 21 de janeiro, após a confirmação de casos de gripe aviária na Geórgia, um dos principais produtores de frango dos Estados Unidos. A BRF (BRFS3), proprietária da marca Sadia, liderou as perdas, com uma desvalorização de 6,61%, fechando a R$ 21,75. A Marfrig (MRFG3), […]
Os frigoríficos brasileiros enfrentaram uma queda significativa no Ibovespa nesta terça-feira, 21 de janeiro, após a confirmação de casos de gripe aviária na Geórgia, um dos principais produtores de frango dos Estados Unidos. A BRF (BRFS3), proprietária da marca Sadia, liderou as perdas, com uma desvalorização de 6,61%, fechando a R$ 21,75. A Marfrig (MRFG3), que possui uma participação considerável na BRF, registrou uma queda de 4,04%, com suas ações a R$ 14,95. A JBS (JBSS3), que controla a Seara, teve uma baixa mais moderada de 1,84%, encerrando o dia a R$ 33,66.
A situação se agravou após o estado da Geórgia suspender temporariamente todas as atividades avícolas e as vendas de aves, em resposta a um caso de Influenza Aviária altamente patogênica (HPAI) identificado em uma propriedade comercial no condado de Elbert. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou um comunicado na segunda-feira, 20, alertando seus membros sobre o surto e suas possíveis implicações.
A análise da Nord Research destaca que o surto de gripe aviária representa um alerta para as empresas do setor no Brasil, que devem intensificar suas operações para prevenir uma crise sanitária. O aumento do risco impactou diretamente as ações da BRF, Marfrig e JBS, que estão envolvidas na produção de aves. Contudo, a casa de análise ressalta que ainda é prematuro avaliar os efeitos potenciais nas operações brasileiras, uma vez que medidas de controle anteriores foram eficazes em diversos países, incluindo o Brasil.
As ações dos frigoríficos refletem a preocupação do mercado com a possibilidade de um surto mais amplo, que poderia afetar a produção e a exportação de carne de frango. O cenário exige atenção redobrada das empresas para mitigar riscos e garantir a segurança alimentar no país.
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