A CNN, parte da Warner Bros. Discovery, anunciou a demissão de cerca de 200 funcionários, o que representa aproximadamente 6% de sua força de trabalho. As demissões ocorrem em um contexto de reestruturação, com foco em uma audiência digital global. A empresa está reorganizando sua programação de TV linear e desenvolvendo novos produtos de assinatura […]
A CNN, parte da Warner Bros. Discovery, anunciou a demissão de cerca de 200 funcionários, o que representa aproximadamente 6% de sua força de trabalho. As demissões ocorrem em um contexto de reestruturação, com foco em uma audiência digital global. A empresa está reorganizando sua programação de TV linear e desenvolvendo novos produtos de assinatura digital, visando reduzir custos de produção e consolidar equipes. Embora as demissões sejam significativas, os nomes mais reconhecíveis da CNN, que possuem contratos, não devem ser afetados.
O CEO da CNN, Mark Thompson, revelou que a empresa recebeu um investimento de mais de R$ 70 milhões da Warner Bros. Discovery para apoiar suas operações digitais. Parte desse investimento será direcionada à contratação de profissionais em áreas de crescimento, como ciência de dados e desenvolvimento de produtos. Além disso, a CNN lançou recentemente um paywall digital, cobrando R$ 3,99 mensais de usuários frequentes do site. A NBC News também está planejando cortes, mas em menor escala, com perdas abaixo de 50 empregos.
Thompson também anunciou planos para um novo serviço de streaming, que permitirá aos usuários acessar programação de notícias em qualquer dispositivo. A CNN já havia tentado um serviço de streaming em 2022, o CNN Plus, que foi encerrado após um mês. O novo serviço ainda não teve detalhes sobre seu conteúdo revelados, mas Thompson destacou a demanda global por esse tipo de produto. Além disso, a CNN planeja lançar um produto digital voltado para estilo de vida e uma mudança significativa para o vídeo digital.
As mudanças na CNN refletem uma tendência mais ampla no setor de notícias, onde as redes tradicionais enfrentam uma queda na audiência e na receita. A nova grade de programação da CNN, que entrará em vigor em março, inclui alterações significativas, como a mudança do “Situation Room” de Wolf Blitzer para um novo horário. Essas reformas visam não apenas aumentar a competitividade, mas também ajustar os custos de produção às novas realidades econômicas da televisão linear.
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