O início do segundo mandato de Donald Trump trouxe mudanças significativas para o setor empresarial dos Estados Unidos, com a implementação de diversas ordens executivas. De acordo com o Wall Street Journal, empresas estão adaptando suas estratégias em resposta a novas políticas de imigração, comércio, impostos e energia. O J.P. Morgan Chase, maior banco do […]
O início do segundo mandato de Donald Trump trouxe mudanças significativas para o setor empresarial dos Estados Unidos, com a implementação de diversas ordens executivas. De acordo com o Wall Street Journal, empresas estão adaptando suas estratégias em resposta a novas políticas de imigração, comércio, impostos e energia. O J.P. Morgan Chase, maior banco do país, criou uma “sala de guerra” para avaliar os impactos dessas políticas, enquanto fabricantes e varejistas formaram equipes para mitigar os efeitos de possíveis novas tarifas.
O escritório de advocacia Akin Gump Strauss Hauer & Feld lançou um rastreador de ordens executivas, já publicando 32 resumos das principais decisões até terça-feira. As alterações nas regras tributárias são especialmente monitoradas por empresas como a 3M, que está atenta à possibilidade de uma tributação de 25% sobre importações do México e Canadá. O CEO da 3M, Bill Brown, afirmou que a empresa pode ajustar suas operações nos EUA para minimizar os impactos de tais tributações.
Outro aspecto relevante é a postura confrontadora do governo Trump nas negociações tributárias globais, incluindo ameaças de retaliação contra impostos considerados injustos. Em 2021, um acordo entre 140 países estabeleceu um piso para as alíquotas corporativas e regras mais claras sobre a tributação de multinacionais. No dia da posse, Trump assinou um memorando afirmando que os compromissos do governo Biden sobre o acordo não têm validade sem aprovação do Congresso.
Especialistas, como Rohit Kumar da PwC, alertam para os desafios inéditos que as multinacionais enfrentarão, prevendo uma “tonelada de complexidade” e riscos de dupla tributação. Mary Erdoes, executiva do J.P. Morgan, destacou no Fórum Econômico Mundial em Davos que a “sala de guerra” é uma resposta à necessidade de agilidade diante da incerteza das novas políticas.
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