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Christie’s aposta em jovens colecionadores e arte digital sob nova liderança de Bonnie Brennan

- Bonnie Brennan assume a liderança da Christie's, substituindo Guillaume Cerutti. - Mais de 25% dos compradores são jovens, impulsionando vendas online. - A empresa planeja usar inteligência artificial para aprimorar a experiência do cliente. - O mercado de leilões deve se recuperar, com vendas projetadas para o segundo semestre. - A transição de riqueza para gerações mais jovens está reformulando o setor de colecionáveis.

A casa de leilões Christie’s está se adaptando às novas gerações de compradores, com foco em leilões online, arte digital e bens de luxo, conforme afirmou Bonnie Brennan, que assumirá como CEO em 1º de fevereiro. Brennan, que foi presidente da Christie’s nas Américas por 13 anos, destacou que mais de um quarto dos compradores […]

A casa de leilões Christie’s está se adaptando às novas gerações de compradores, com foco em leilões online, arte digital e bens de luxo, conforme afirmou Bonnie Brennan, que assumirá como CEO em 1º de fevereiro. Brennan, que foi presidente da Christie’s nas Américas por 13 anos, destacou que mais de um quarto dos compradores e licitantes na região são millennials ou mais jovens. Essa mudança demográfica está impulsionando o crescimento das vendas online, que representaram 81% de todos os lances em 2024.

A executiva mencionou que a venda de bens de luxo, como bolsas e relógios, tem atraído novos colecionadores, que frequentemente começam a comprar arte depois. Além disso, a demanda por arte digital e tokens não fungíveis (NFTs) está ressurgindo, especialmente entre o público abaixo de 40 anos, após um período de queda nos valores desses ativos. Em 2021, Christie’s fez história ao vender uma obra digital de Beeple por US$ 69 milhões, embora o mercado tenha enfrentado desafios desde então.

Brennan também observou que as coleções de celebridades, como a de Elton John, que arrecadou mais de US$ 20 milhões, têm grande apelo entre os jovens colecionadores. A transferência de riqueza de gerações mais velhas para mais jovens, estimada em mais de US$ 100 trilhões, está transformando o mercado de colecionáveis e bens de luxo. A CEO destacou que os Estados Unidos continuarão a ser um motor de crescimento, representando 42% das vendas de leilão da empresa no ano passado.

Além de atrair compradores mais jovens, Christie’s planeja expandir o uso de inteligência artificial para melhorar a experiência do cliente e auxiliar na avaliação e autenticação de obras de arte. Brennan prevê um segundo semestre de 2024 mais forte, apesar de uma queda de 25% nas vendas globais de leilão, totalizando US$ 8,3 bilhões. A Christie’s, com vendas de US$ 4,2 bilhões, teve um desempenho melhor que muitos concorrentes, com uma taxa de venda saudável de 86%. A expectativa para 2025 é de um mercado mais confiante, com um pipeline robusto de clientes.

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