Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de liquidez diária são frequentemente recomendados por analistas para investidores que buscam segurança e acesso rápido ao capital, especialmente em tempos de incerteza. No entanto, um estudo de Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter, alerta que depender exclusivamente desses ativos pode ser prejudicial a longo prazo. Os […]
Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) de liquidez diária são frequentemente recomendados por analistas para investidores que buscam segurança e acesso rápido ao capital, especialmente em tempos de incerteza. No entanto, um estudo de Rafael Winalda, especialista em renda fixa do Inter, alerta que depender exclusivamente desses ativos pode ser prejudicial a longo prazo. Os CDBs de liquidez diária são títulos de renda fixa emitidos por bancos, com remuneração geralmente atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e vencimento curto, permitindo resgates a qualquer momento.
Winalda analisou cinco níveis de remuneração, variando de 100% a 105% do CDI, e comparou com títulos de longo prazo que oferecem CDI + 1% e CDI + 2%. Ao longo de 20 anos, a diferença de rendimento entre o menor e o maior nível de remuneração pode chegar a 40%. Além disso, a tributação do Imposto de Renda (IR) também impacta esses investimentos, já que títulos com prazos superiores a dois anos têm uma alíquota de IR de 15%, enquanto os de curto prazo, com menos de seis meses, pagam 22,5%.
Considerando uma Selic projetada de 12,25% em 2025 e uma aplicação mensal de R$ 500, os CDBs de liquidez diária poderiam gerar cerca de R$ 291,70 mil até 2045. Em contrapartida, os mesmos aportes em CDBs de longo prazo poderiam resultar em até R$ 393,98 mil. Winalda ressalta que não é necessário manter um título até 2045; basta escolher papéis com vencimentos superiores a dois anos e reinvestir após o resgate. Ele enfatiza que “cada 1% ao ano importa, e muito, no longo prazo”, destacando a importância do tempo na construção de patrimônio.
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