A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, enfrenta um desafio significativo no Brasil, com uma demanda que superou suas expectativas de vendas, resultando em desabastecimento nas farmácias. A situação, que deve persistir até o final do primeiro semestre de 2025, foi constatada em visitas a redes como a Drogaria São Paulo, onde os estoques do medicamento […]
A Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, enfrenta um desafio significativo no Brasil, com uma demanda que superou suas expectativas de vendas, resultando em desabastecimento nas farmácias. A situação, que deve persistir até o final do primeiro semestre de 2025, foi constatada em visitas a redes como a Drogaria São Paulo, onde os estoques do medicamento estão esgotados. A empresa dinamarquesa informou que a falta do produto não está relacionada a questões de qualidade ou regulatórias.
A farmacêutica comunicou que haverá disponibilidade intermitente do Ozempic (semaglutida 1 mg) ao longo do semestre, devido à alta demanda. A empresa destacou que a complexidade da cadeia de distribuição nacional dificultará a recuperação imediata dos estoques. Além disso, a disponibilidade de outros medicamentos da companhia, como Wegovy e Rybelsus, permanece inalterada.
O Ozempic, que custa acima de R$ 1.000, tornou-se um item importante nas receitas das grandes redes farmacêuticas, especialmente em um mercado onde versões falsificadas do produto estão surgindo. O analista Rodrigo Gastim, do Itaú BBA, observou que a falta de estoque do Ozempic, estimada em cerca de 4% das vendas da RD Saúde, pode impactar os resultados da empresa no curto prazo.
Embora a Drogaria São Paulo ainda anuncie promoções do Ozempic, a compra não pode ser finalizada devido à falta de estoque. A RD Saúde, que opera mais de 3.100 lojas, informou que apenas as unidades no Nordeste enfrentam abastecimento irregular. A empresa afirmou que novas remessas estão previstas para serem entregues até o dia 25. A rede Pague Menos não comentou sobre a escassez do medicamento.
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