Nos últimos dois anos, o BNDES aprovou R$ 5,4 bilhões em crédito para o setor automotivo, com R$ 2,2 bilhões destinados a empresas de autopeças e R$ 3,1 bilhões para montadoras. Esse montante representa um aumento de 10,2% em relação aos R$ 4,9 bilhões aprovados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2023, o […]
Nos últimos dois anos, o BNDES aprovou R$ 5,4 bilhões em crédito para o setor automotivo, com R$ 2,2 bilhões destinados a empresas de autopeças e R$ 3,1 bilhões para montadoras. Esse montante representa um aumento de 10,2% em relação aos R$ 4,9 bilhões aprovados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2023, o crédito aprovado alcançou R$ 3,6 bilhões, o maior volume desde 2016, embora ainda abaixo do pico de R$ 9,9 bilhões em 2013.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribui esse crescimento a políticas públicas como a Nova Indústria Brasil e o programa Mover, que visa inovação e descarbonização, com investimentos superiores a R$ 130 bilhões. Mercadante ressalta que esses investimentos não apenas fortalecem a cadeia produtiva, mas também incentivam a produção de veículos híbridos e elétricos, contribuindo para a transição energética.
Em 2024, as montadoras produziram 2,55 milhões de veículos, um aumento de 9,7% em relação ao ano anterior, recuperando a oitava posição no ranking mundial. Os emplacamentos também cresceram 14%, totalizando 2,63 milhões de veículos. O economista Rafael Cagnin destaca que a queda da taxa de juros e melhorias regulatórias impulsionaram as vendas, com um crescimento de 36% nas operações financiadas.
Entretanto, o setor enfrenta desafios, como o aumento das importações e um déficit na balança comercial. O presidente da Anfavea, Márcio Leite, alerta que a taxa de juros pode impactar o mercado em 2025. Cagnin enfatiza a importância da atuação do BNDES na transformação da indústria automotiva, destacando que as mudanças qualitativas exigem a continuidade das políticas de inovação e descarbonização a longo prazo.
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