Jane Yao, em uma visita a Pequim, fez uma série de compras e decidiu assistir a uma reexibição de “Harry Potter e a Câmara Secreta”. Esse tipo de gasto, considerado impulsivo, é raro na China, onde o consumo ainda não se recuperou aos níveis pré-pandemia, impactando a economia. A exibição atraiu uma multidão, principalmente millennials, […]
Jane Yao, em uma visita a Pequim, fez uma série de compras e decidiu assistir a uma reexibição de “Harry Potter e a Câmara Secreta”. Esse tipo de gasto, considerado impulsivo, é raro na China, onde o consumo ainda não se recuperou aos níveis pré-pandemia, impactando a economia. A exibição atraiu uma multidão, principalmente millennials, em um cenário onde as receitas de bilheteira caíram para o menor nível em dez anos, excluindo os períodos de pandemia.
Em 2024, a China exibiu 93 novos filmes importados, o maior número desde 2019, apesar das restrições culturais impostas pelo governo de Xi Jinping. As autoridades, buscando estimular o consumo em uma economia em desaceleração, parecem estar afrouxando essas limitações. Wendy Su, especialista em cinema chinês, observa que a China está buscando melhorar relações com o exterior e aumentar a variedade de filmes disponíveis.
A bilheteira chinesa, que já foi um termômetro para os gastos dos consumidores, enfrenta desafios após a pandemia, mas há expectativas positivas para o próximo feriado do Ano Novo Lunar, com pré-vendas de ingressos superando 100 milhões de yuans. Filmes estrangeiros, como o indiano “Maharaja” e a animação japonesa “O Menino e a Garça”, têm se destacado, aumentando sua participação no mercado para 21%, mesmo com a arrecadação total de bilheteira caindo para 42,5 bilhões de yuans.
O governo chinês lançou esforços para revitalizar o setor cinematográfico, incluindo subsídios de 600 milhões de yuans para ingressos durante as férias. A Imax planeja abrir novos cinemas e atualizar os existentes, buscando atrair mais filmes estrangeiros. Contudo, a recuperação do consumo ainda é incerta, com muitos consumidores reduzindo gastos em entretenimento, refletindo um pessimismo econômico persistente.
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