A economia global entra em um novo ciclo no segundo quarto do século XXI, impulsionada pelo retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Sua vitória sinaliza um fortalecimento do nacionalismo econômico, com a expectativa de guerras comerciais e um aumento na produção de energias fósseis, além de desregulação em setores como o financeiro […]
A economia global entra em um novo ciclo no segundo quarto do século XXI, impulsionada pelo retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. Sua vitória sinaliza um fortalecimento do nacionalismo econômico, com a expectativa de guerras comerciais e um aumento na produção de energias fósseis, além de desregulação em setores como o financeiro e tecnológico. Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, as propostas de Trump foram recebidas com entusiasmo por empresários, embora a estratégia de aumento de tarifas tenha gerado preocupações.
Kristalina Georgieva, diretora do FMI, destacou a diferença na produtividade entre os EUA e a Europa, afirmando que o crescimento americano é impulsionado por investimentos em empresas dinâmicas e inovações tecnológicas. A presidente do Banco Europeu de Investimentos, Nadia Calviño, alertou sobre a incerteza geoestratégica que o novo governo americano traz, enfatizando a importância de uma Europa unida e forte nas instituições multilaterais para enfrentar esse novo cenário.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, delineou a necessidade de um verdadeiro mercado comum de capitais e uma reforma no setor energético. Ela também mencionou a criação de um único marco regulatório para facilitar o empreendedorismo na União Europeia. Além disso, a Comissão Europeia planeja priorizar empresas da UE em contratações públicas, em resposta ao protecionismo crescente.
Enquanto isso, a China está implementando estímulos econômicos para enfrentar a desaceleração, buscando garantir autonomia em produtos estratégicos e aumentar o consumo interno. O retorno de Trump também gerou reações no Oriente Médio, com planos sauditas de investir 600 bilhões de dólares nos EUA, embora haja ceticismo sobre a viabilidade de suas promessas de aumento na produção de petróleo. As economias emergentes observam com preocupação as possíveis consequências de uma política econômica mais protecionista e suas implicações para a luta contra as mudanças climáticas.
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