A Swire Properties decidiu cancelar a construção de um arranha-céu de 68 andares no bairro do Brickell, em Miami, devido à dificuldade em atrair inquilinos. A incorporadora contratou a corretora CBRE Group para vender os terrenos localizados na 700 Brickell Ave. e 799 Brickell Plaza, que estavam destinados ao projeto One Brickell City Centre. Segundo […]
A Swire Properties decidiu cancelar a construção de um arranha-céu de 68 andares no bairro do Brickell, em Miami, devido à dificuldade em atrair inquilinos. A incorporadora contratou a corretora CBRE Group para vender os terrenos localizados na 700 Brickell Ave. e 799 Brickell Plaza, que estavam destinados ao projeto One Brickell City Centre. Segundo Henry Bott, presidente da Swire, “o mercado de escritórios atual tem sido desafiador e a pré-locação para esse projeto específico não se materializou da maneira que esperávamos”.
O cancelamento do projeto reflete as mudanças no mercado imobiliário de Miami, que viu um aumento na demanda durante a pandemia, mas agora enfrenta um resfriamento na locação de escritórios. A parceria entre Swire e Related Cos., que visava construir o arranha-céu, expirou, e a Swire agora detém 100% das propriedades. A empresa planeja reinvestir os recursos de uma possível venda em um novo projeto em Brickell Key, onde está desenvolvendo condomínios e um hotel de luxo da marca Mandarin Oriental.
Enquanto a demanda por escritórios diminui, o mercado residencial de luxo em Miami continua aquecido. Recentemente, credores como Apollo Global Management e JPMorgan Chase concederam empréstimos significativos para projetos de condomínios. O projeto residencial da Swire já alcançou US$ 800 milhões em vendas contratuais, e Bott destacou que “as pré-vendas têm sido extraordinariamente boas”, o que motivou a empresa a priorizar esse desenvolvimento.
Bott também expressou otimismo em relação ao interesse por terrenos na região, citando um recente negócio à beira-mar que ultrapassou US$ 500 milhões. Ele afirmou que a Swire está avaliando preços e buscando compradores que paguem em dinheiro, ressaltando que “o sentimento é forte” e que as transações recentes oferecem uma oportunidade de maximizar o valor dos terrenos à venda.
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