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Indústria receberá R$ 2,2 bilhões em depreciação superacelerada neste ano, diz Alckmin

- O programa de depreciação superacelerada terá R$ 2,2 bilhões disponíveis em 2024. - O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou o aumento de recursos, superando R$ 1,7 bilhão. - A medida permite deduzir investimentos em máquinas do IRPJ e CSLL em até dois anos. - O impacto é no fluxo financeiro, sem alterar o total de impostos a serem recolhidos. - Detalhes sobre compensação fiscal serão revelados em fevereiro pelo Mdic.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, anunciou que o programa de depreciação superacelerada da indústria contará com R$ 2,2 bilhões em 2024 e outros R$ 2,2 bilhões em 2025. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em São Miguel dos Campos (AL). Alckmin destacou que esse […]

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin, anunciou que o programa de depreciação superacelerada da indústria contará com R$ 2,2 bilhões em 2024 e outros R$ 2,2 bilhões em 2025. A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa em São Miguel dos Campos (AL). Alckmin destacou que esse incentivo fiscal visa facilitar a troca de máquinas e equipamentos, beneficiando a área de bens de capital.

A depreciação superacelerada, lançada no ano passado, permite que as indústrias deduzam, em até dois anos, investimentos em máquinas e equipamentos da base de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Essa medida impacta o fluxo financeiro das empresas e do governo, mas não altera o total de impostos a serem recolhidos, uma vez que a União recupera os valores em algum momento.

O Mdic havia inicialmente previsto um montante de R$ 1,7 bilhão para este ano, mas trabalhou para aumentar esse valor. A ampliação dependia da identificação de uma compensação fiscal para atender à Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma das alternativas consideradas foi a implementação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Verde, parte do programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), cujo decreto ainda não foi publicado.

Espera-se que o Mdic revele a fonte de compensação e mais detalhes sobre a ampliação do programa em fevereiro. A expectativa é que essas medidas contribuam para o fortalecimento da indústria nacional e a modernização do parque industrial brasileiro.

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