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Abrainc apresenta preocupações sobre crédito imobiliário em reunião com Lula

- Luiz Antonio França se reunirá com Lula e Haddad para discutir o mercado imobiliário. - Vendas de imóveis novos cresceram 21,5% de janeiro a outubro do ano passado. - Alta da Selic impacta financiamento, subindo de 10,50% para 12,25% ao ano. - Caderneta de poupança teve saques líquidos de R$ 24 bilhões, afetando crédito. - Abrainc defende diversificação de fontes de crédito, como LCI e CRI.

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, se reunirá nesta terça-feira, 28, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, às 11h. O objetivo do encontro é apresentar dados sobre a evolução do mercado imobiliário e discutir a trajetória da taxa Selic, que […]

O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antonio França, se reunirá nesta terça-feira, 28, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, às 11h. O objetivo do encontro é apresentar dados sobre a evolução do mercado imobiliário e discutir a trajetória da taxa Selic, que impacta diretamente o setor. A Abrainc reportou um crescimento de 21,5% nas vendas de imóveis novos de janeiro a outubro do ano passado, totalizando mais de 155 mil unidades.

Esse crescimento ocorreu mesmo com a alta da Selic, que subiu de 10,50% para 10,75% ao ano em setembro e já alcançou 12,25%. A reunião coincide com a primeira audiência do Comitê de Política Monetária (Copom) sob a presidência de Gabriel Galípolo, que pode elevar a taxa em 1 ponto percentual, atingindo 13,25%. A Abrainc pretende expressar suas preocupações sobre como os juros altos podem inibir investimentos e afastar potenciais compradores.

Outro desafio para o mercado imobiliário é a redução do saldo da caderneta de poupança, uma das principais fontes de financiamento. A Abecip informou que houve saques líquidos de 24 bilhões de reais de janeiro a novembro. Com a demanda aquecida e a escassez de recursos, a Caixa Econômica Federal implementou restrições no crédito, resultando em uma queda de 15% no número de unidades financiadas em relação a outubro, totalizando 47 mil. O valor financiado também recuou 17%, somando quase 15 bilhões de reais.

Diante desse cenário, a Abrainc defende a diversificação das fontes de crédito para o setor. Entre as alternativas sugeridas estão a captação de recursos por meio de LCI (Letra de Crédito Imobiliário), CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários), LIG (Letra Imobiliária Garantida) e FIIs (Fundos Imobiliários). Essas propostas devem ser apresentadas a Lula durante a reunião, visando encontrar soluções para os desafios enfrentados pelo mercado imobiliário.

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