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Estratégia revela que longo prazo em certificados de depósito pode render mais juros

- Pesquisa sugere que CDs de longo prazo podem render mais que os de curto prazo. - Consumidores podem ser "prejudicados" por não conhecerem essa estratégia. - Aproximadamente 52% dos CDs apresentam inconsistências de preços, segundo estudo. - Investidores poderiam ganhar até R$ 115 a mais ao optar por CDs de longo prazo. - Estratégias como "escada" de CDs podem diversificar e otimizar rendimentos.

Pesquisas recentes indicam que muitos consumidores podem estar perdendo oportunidades financeiras ao escolher certificados de depósito (CDs) inadequados. Os CDs possuem prazos fixos, que variam de alguns meses a mais de cinco anos, e ao final do período, os bancos devolvem o capital investido mais os juros. No entanto, aqueles que retiram o dinheiro antes […]

Pesquisas recentes indicam que muitos consumidores podem estar perdendo oportunidades financeiras ao escolher certificados de depósito (CDs) inadequados. Os CDs possuem prazos fixos, que variam de alguns meses a mais de cinco anos, e ao final do período, os bancos devolvem o capital investido mais os juros. No entanto, aqueles que retiram o dinheiro antes do vencimento geralmente enfrentam penalidades, o que pode resultar em perda de meses de juros. Apesar disso, pagar essa penalidade pode ser vantajoso para os poupadores que adotam a estratégia correta.

Um estudo conduzido por Matthias Fleckenstein, professor associado de finanças da Universidade de Delaware, e Francis Longstaff, da Universidade da Califórnia em Los Angeles, sugere que optar por um CD de longo prazo pode resultar em retornos mais altos, mesmo após a penalidade por retirada antecipada. Fleckenstein alertou que consumidores desavisados podem ser “prejudicados” pelos bancos. Por exemplo, um investimento de R$ 1 em um CD de cinco anos com taxa de 5% que é resgatado após um ano, mesmo com a penalidade, pode render mais do que um CD de um ano a 1%.

Os pesquisadores analisaram taxas de CDs oferecidas por 16.891 instituições financeiras entre janeiro de 2001 e junho de 2023, constatando que cerca de 52% dos CDs apresentavam “inconsistências” de preços. Fleckenstein destacou que essa discrepância é comum e que a diferença média nos retornos é de aproximadamente 23 pontos base. Para um investidor que aplicou R$ 50 mil, isso poderia significar um ganho adicional de R$ 115 ao escolher um CD de longo prazo.

Embora os CDs sejam considerados seguros, eles oferecem menor liquidez em comparação com contas de poupança e retornos a longo prazo inferiores ao mercado de ações. Fleckenstein recomenda que os consumidores comparem as taxas de CDs entre bancos e considerem a possibilidade de aceitar um prazo mais longo, mesmo com a penalidade de retirada antecipada. Atualmente, as taxas médias para CDs de um ano são superiores às de cinco anos, o que pode influenciar a decisão dos poupadores. Além disso, uma estratégia de “escada” de CDs, que combina prazos longos e curtos, pode ser uma alternativa viável para maximizar os rendimentos.

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