As grandes economias globais, como Estados Unidos e China, estão reduzindo suas negociações, enquanto economias de médio porte, como Brasil, Índia e países do Sudeste Asiático, estão expandindo seus mercados. Essa análise é parte do relatório “Geopolítica e a Geometria do Comércio Global”, do McKinsey Global Institute. O estudo revela que as economias em desenvolvimento […]
As grandes economias globais, como Estados Unidos e China, estão reduzindo suas negociações, enquanto economias de médio porte, como Brasil, Índia e países do Sudeste Asiático, estão expandindo seus mercados. Essa análise é parte do relatório “Geopolítica e a Geometria do Comércio Global”, do McKinsey Global Institute. O estudo revela que as economias em desenvolvimento agora dominam as importações e exportações da China, fortalecendo laços comerciais além da proximidade geográfica ou política.
O Brasil, entre 2017 e 2024, viu um aumento nas exportações, especialmente de produtos agrícolas e metais para a China, enquanto as importações de produtos manufaturados chineses também cresceram. Em 2024, a participação da China nas importações de equipamentos de transporte do Brasil dobrou, alcançando 22%, impulsionada por um aumento nas importações de veículos elétricos. No entanto, as exportações agrícolas brasileiras para a China caíram devido a eventos climáticos extremos.
Os Estados Unidos estão diversificando seu comércio, diminuindo a dependência da China e aumentando as transações com o México e a ASEAN. Entre 2017 e 2024, a participação dos EUA no comércio de produtos manufaturados com a China caiu em seis pontos percentuais, enquanto as importações do México e da ASEAN aumentaram. O México se tornou o maior fornecedor de mercadorias para os EUA em 2023, superando a China, que viu uma queda significativa em sua participação nas importações americanas.
O comércio da China com a América Latina, especialmente com o Brasil, está em ascensão, representando quase 50% do comércio da China com a região em 2024. O comércio entre Brasil e China cresceu cerca de 13% ao ano desde 2017. Além disso, a China tem fortalecido laços comerciais com a Rússia, que se tornou um destino significativo para seus produtos. A participação da China no comércio com economias europeias caiu levemente, refletindo uma mudança no mix setorial das importações, mas sem perdas significativas em setores específicos.
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