Os resultados da pesquisa CNBC Fed Survey indicam uma diminuição nas expectativas de cortes nas taxas de juros, com 65% dos entrevistados prevendo dois cortes em 2025, uma queda em relação aos 78% do levantamento anterior. A previsão para a taxa de juros ao final de 2024 é de 3,96%, enquanto para 2026, espera-se 3,6%. […]
Os resultados da pesquisa CNBC Fed Survey indicam uma diminuição nas expectativas de cortes nas taxas de juros, com 65% dos entrevistados prevendo dois cortes em 2025, uma queda em relação aos 78% do levantamento anterior. A previsão para a taxa de juros ao final de 2024 é de 3,96%, enquanto para 2026, espera-se 3,6%. A incerteza sobre a política fiscal e a inflação persistente influenciam essa perspectiva, com 61% dos participantes prevendo pelo menos um corte em 2026. Peter Boockvar, da Bleakley Financial Group, expressou ceticismo sobre a confiança do Fed em relação aos cortes, especialmente em meio a incertezas sobre as políticas tarifárias de Trump.
No Brasil, o Ibovespa recuou 0,36%, atingindo 124,4 mil pontos, enquanto o dólar caiu 0,48%, cotado a R$ 5,88. O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia sua reunião, com expectativa de aumento da Selic em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano. Nos EUA, o Fed também se reúne, mantendo as taxas em 4,5%. As recentes declarações de Trump sobre tarifas em setores como semicondutores e aço geram cautela no mercado, refletindo a busca por estímulos à produção interna.
A chegada de Trump à presidência trouxe otimismo ao mercado de ações dos EUA, que subiu 2% desde sua posse. Analistas destacam que o crescimento econômico dos EUA se mantém forte, impulsionado por sua liderança em tecnologia e produtividade. No entanto, a expectativa de que as políticas de Trump, como tarifas e imigração, possam impactar negativamente o crescimento gera incertezas. As ações de pequenas e médias empresas, que se beneficiam do foco de Trump em “fazer a América grande novamente”, são vistas como promissoras, enquanto as grandes empresas de tecnologia enfrentam desafios com a concorrência emergente da China.
O dólar registrou leve queda, cotado a R$ 5,91, após Trump anunciar tarifas mais altas sobre importações. A volatilidade no mercado de tecnologia, impulsionada pelo lançamento do modelo de IA da DeepSeek, impactou as ações de empresas como Nvidia, que viu suas ações caírem 17% na segunda-feira, mas se recuperaram 9% na terça. O cenário global permanece tenso, com investidores atentos às políticas tarifárias de Trump e suas implicações para o crescimento econômico e a inflação.
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