Em 2024, o Brasil registrou 2,2 mil pedidos de recuperação judicial, o maior número em uma década, representando um aumento de 61,8% em relação ao ano anterior, conforme dados da Serasa Experian. As micro e pequenas empresas (MPEs) foram responsáveis pela maior parte, com 1.676 pedidos, um crescimento de 78,4% em um ano. Em comparação, […]
Em 2024, o Brasil registrou 2,2 mil pedidos de recuperação judicial, o maior número em uma década, representando um aumento de 61,8% em relação ao ano anterior, conforme dados da Serasa Experian. As micro e pequenas empresas (MPEs) foram responsáveis pela maior parte, com 1.676 pedidos, um crescimento de 78,4% em um ano. Em comparação, o número de MPEs em recuperação judicial era quatro vezes maior que o de empresas de médio porte.
Apesar de um ambiente econômico mais favorável, com aumento da demanda e renda familiar crescendo, a taxa de juros elevada, que deve chegar a 14,25% no primeiro trimestre, impacta severamente a saúde financeira das MPEs, que têm menor acesso a crédito. A economista Camila Abdelmalack destaca que as médias e grandes empresas conseguem captar recursos de outras formas, o que as torna menos vulneráveis.
Os dados de inadimplência também são alarmantes, com 6,9 milhões de empresas inadimplentes em dezembro, refletindo um cenário desafiador. Em média, cada CNPJ possui sete dívidas, e a elevação da taxa de juros dificulta a reorganização das dívidas, o que pode resultar em novos recordes de recuperação judicial e inadimplência.
Por outro lado, os pedidos de falência caíram 3,5%, totalizando 949 em 2024. A economista explica que, ao longo dos últimos 20 anos, o número de falências foi reduzido, pois os credores passaram a utilizar outras ferramentas mais eficazes e menos custosas para a cobrança de dívidas, tornando o pedido de falência uma opção menos comum.
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