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Bernard Arnault critica impostos na França e considera mudança para os EUA de Trump

- O governo francês planeja aumentar impostos corporativos para arrecadar 8 bilhões de euros. - Bernard Arnault criticou a alta de impostos, comparando com a queda nos EUA. - Ele considera expandir operações nos EUA, atraído por incentivos fiscais. - A LVMH enfrentou queda de 17% no lucro líquido em 2024, totalizando 12,5 bilhões de euros. - Arnault mantém laços com Trump, que o incentivou a criar empregos nos EUA.

O governo francês solicitou, nesta quarta-feira (29), a colaboração de Bernard Arnault, presidente da LVMH, para ajudar no saneamento das contas públicas. A porta-voz do governo, Sophie Primas, mencionou a necessidade de um aumento temporário do imposto corporativo, em resposta à insatisfação de Arnault com a proposta de elevação tributária, que ele considera prejudicial ao […]

O governo francês solicitou, nesta quarta-feira (29), a colaboração de Bernard Arnault, presidente da LVMH, para ajudar no saneamento das contas públicas. A porta-voz do governo, Sophie Primas, mencionou a necessidade de um aumento temporário do imposto corporativo, em resposta à insatisfação de Arnault com a proposta de elevação tributária, que ele considera prejudicial ao “made in France”. O empresário, que recentemente esteve nos Estados Unidos, destacou um clima de otimismo naquele país, contrastando com a situação na França, onde a alta de impostos é vista como um obstáculo.

Arnault criticou a proposta de aumento de 40% no imposto corporativo para empresas com faturamento superior a 3 bilhões de euros (R$ 18,4 bilhões), que deve arrecadar cerca de 8 bilhões de euros (R$ 50 bilhões) em 2025. Ele afirmou que as autoridades americanas incentivam a criação de fábricas nos EUA e que essa possibilidade está sendo considerada pela LVMH. A empresa, que enfrenta uma queda de 17% no lucro líquido em 2024, atribui parte dessa desaceleração ao fim da recuperação pós-pandemia.

O magnata de 75 anos também elogiou o esforço de corte de custos liderado por Elon Musk e sugeriu que a França deveria seguir o exemplo dos EUA na redução da burocracia. Arnault, que tem laços históricos com Donald Trump, participou da posse do presidente americano e destacou a importância de manter relações com líderes globais. Ele mencionou que a LVMH gera um quarto de sua receita nos EUA, o que a torna vulnerável a possíveis tarifas de importação.

A riqueza de Arnault é estimada em US$ 207 bilhões, tornando-o a pessoa mais rica da Europa. Ele reafirmou que a LVMH está analisando seriamente a expansão de sua fabricação nos Estados Unidos, em um momento em que o mercado de luxo busca se recuperar da queda na demanda na China. A relação entre Arnault e Trump, que remonta à década de 1980, continua a influenciar as operações da LVMH, especialmente em um cenário econômico desafiador.

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