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Influenciadores digitais ganham poder de barganha nas negociações com marcas

- O Reglab analisou o aumento do poder de influenciadores sobre marcas. - Influenciadores agora podem cancelar projetos que não refletem suas crenças. - Estudo discute a ineficácia das cláusulas morais em contratos de influenciadores. - Projetos de lei buscam regulamentar o setor de marketing de influência no Brasil. - Expectativa de crescimento do mercado de influenciadores pode chegar a US$ 480 bilhões.

O Reglab (Centro de Estratégia e Regulação) divulgou um ensaio na terça-feira, 28 de janeiro de 2024, que analisa o crescente poder de barganha dos influenciadores digitais em relação às marcas. O estudo, conduzido pela advogada Sophia Garnica Melucci, destaca as transformações no marketing dentro da indústria de entretenimento contemporânea. A pesquisa foi publicada após […]

O Reglab (Centro de Estratégia e Regulação) divulgou um ensaio na terça-feira, 28 de janeiro de 2024, que analisa o crescente poder de barganha dos influenciadores digitais em relação às marcas. O estudo, conduzido pela advogada Sophia Garnica Melucci, destaca as transformações no marketing dentro da indústria de entretenimento contemporânea. A pesquisa foi publicada após a viralização de uma planilha anônima que coletou experiências de publicitários sobre influenciadores, revelando quais profissionais são mais recomendados com base em seu engajamento e dedicação.

A planilha, que começou a circular em 23 de janeiro, continha informações sobre mais de 500 influenciadores, incluindo atores, músicos e personalidades da internet. Os dados incluíam notas e comentários sobre a qualidade da assessoria, além de críticas à falta de comprometimento de alguns influenciadores com as campanhas publicitárias. A professora Maria Lucia Jacobini comentou que muitos influenciadores podem não estar familiarizados com as exigências do mercado publicitário, o que pode resultar em comportamentos inadequados.

O ensaio do Reglab também aborda os contratos de influenciadores e os riscos reputacionais que as marcas enfrentam. A pesquisa revela que a cultura do cancelamento pode impactar negativamente as empresas, levando-as a incluir cláusulas morais em seus contratos. No entanto, a eficácia dessas cláusulas é questionada, uma vez que sua aplicação depende de interpretações subjetivas e da padronização dos termos contratuais.

O mercado de influenciadores, que emergiu na década de 2010, está em rápida expansão, com projeções de movimentar US$ 480 bilhões até 2027. O crescimento é impulsionado por campanhas de marketing digital e a popularidade de plataformas de vídeos curtos. A professora Camila Mantovani ressalta que os influenciadores se tornaram interlocutores das marcas, criando relações mais orgânicas e menos hierárquicas, o que exige um equilíbrio entre as demandas das empresas e as expectativas dos criadores de conteúdo.

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