O uso de cartões de crédito para cobrir despesas emergenciais pode parecer uma solução prática, mas apresenta riscos financeiros significativos. Um relatório recente da Bankrate revela que 25% dos entrevistados afirmaram que utilizariam um cartão de crédito para pagar por uma emergência e quitariam a dívida ao longo do tempo, um aumento em relação a […]
O uso de cartões de crédito para cobrir despesas emergenciais pode parecer uma solução prática, mas apresenta riscos financeiros significativos. Um relatório recente da Bankrate revela que 25% dos entrevistados afirmaram que utilizariam um cartão de crédito para pagar por uma emergência e quitariam a dívida ao longo do tempo, um aumento em relação a 21% em 2024. A pesquisa, realizada com 1.039 adultos em dezembro, destaca que essa prática deve ser considerada um “último recurso”, conforme alerta o planejador financeiro Clifford Cornell.
O problema surge quando o saldo não é pago rapidamente, resultando em altas taxas de juros. Atualmente, a taxa de juros média dos cartões de crédito gira em torno de 20% ao ano. Por exemplo, um conserto de aquecedor de água, que custa em média R$ 600, pode gerar cerca de R$ 10 em juros se o saldo não for quitado em um mês. Se apenas os pagamentos mínimos forem feitos, a dívida pode levar mais de cinco anos para ser saldada, acumulando quase R$ 400 em juros.
A pesquisa também revela que apenas 28% dos jovens da Geração Z (18 a 28 anos) conseguem arcar com uma despesa inesperada de R$ 1.000 em dinheiro. Em comparação, 27% desse grupo utilizariam um cartão de crédito para financiar emergências, assim como 25% da Geração X (45 a 60 anos) e 21% dos baby boomers (61 a 79 anos). Especialistas recomendam a criação de um fundo de emergência, sugerindo que as pessoas economizem o equivalente a três a seis meses de despesas mensais.
Para aqueles que precisam usar o cartão de crédito, é crucial pagar a dívida rapidamente para evitar juros altos. Lee Baker, planejador financeiro, aconselha a evitar pagamentos mínimos e sugere dividir o custo em duas ou três parcelas maiores. Outra alternativa é considerar um cartão de transferência de saldo com 0% de juros, que pode ser uma boa oportunidade se utilizado de forma consciente.
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