O Ibovespa registrou uma alta de mais de 2% no pregão desta quinta-feira, 30 de novembro de 2024, após o anúncio da elevação da Selic para 13,25% ao ano. Apesar de a alta da taxa de juros ser considerada negativa para a renda variável, especialistas como Max Bohm, da Nomos, afirmam que é possível obter […]
O Ibovespa registrou uma alta de mais de 2% no pregão desta quinta-feira, 30 de novembro de 2024, após o anúncio da elevação da Selic para 13,25% ao ano. Apesar de a alta da taxa de juros ser considerada negativa para a renda variável, especialistas como Max Bohm, da Nomos, afirmam que é possível obter ganhos na Bolsa, destacando que a parte longa da curva de juros pode influenciar positivamente as ações. Ele observa que, mesmo com a Selic subindo, os juros longos podem fechar, permitindo que o Ibovespa se valorize.
Os analistas concordam que a alta da Selic impacta o Ibovespa, aumentando o custo de crédito e reduzindo o consumo, o que pode levar investidores a migrar para a renda fixa. Gustavo Harada, da Blackbird, ressalta que o aperto monetário já estava precificado até uma Selic de 15%, mas vê potencial de ganho em ativos no longo prazo. A melhora no ambiente externo também é citada como um fator que pode impulsionar as cotações, com o Ibovespa subindo de 118 mil para 124 mil pontos.
Para aproveitar os preços baixos, os analistas recomendam investir em setores defensivos e empresas consolidadas, como bancos, elétricas e seguradoras. Leonardo Monoli, da Azimut Brasil Wealth Management, destaca ações de empresas como Petrobras (PETR4) e Itaú (ITUB4), que apresentam uma relação risco-retorno interessante. No setor de seguros, BB Seguridade (BBSE3) e Caixa Seguridade (CXSE3) são apontadas como boas opções devido à resiliência e ao crescimento esperado com a alta da Selic.
Embora o cenário atual seja volátil, Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, recomenda que investidores considerem a perspectiva de longo prazo. Monica Araújo, da InvestSmart, vê a Bolsa como um bom ponto de entrada para investidores dispostos a manter suas alocações por pelo menos três anos. Para Bohm, o momento de investir em ações é agora, dado o valor atrativo das ações no mercado.
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