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Feira de artesanatos na Freguesia é suspensa e expositoras protestam contra burocracia

- A Rede Oré, feira de artesanatos em Jacarepaguá, enfrenta novos entraves burocráticos. - A Subprefeitura exige licenciamento formal, resultando em sucessivos indeferimentos. - Expositoras, como Simone Villas-Boas, relatam prejuízos financeiros e frustração. - A feira, que começou com nove, agora conta com 20 artesãs e produtos autorais. - A falta de espaços públicos adequados agrava a situação das empreendedoras locais.

Desde o início de março de 2024, a Rede Oré, uma feira de artesanatos realizada na praça Mac Gregor, enfrenta dificuldades para funcionar devido a novas exigências burocráticas impostas pela Subprefeitura de Jacarepaguá. As organizadoras, que realizam o evento todos os sábados, relatam que a feira não ocorreu este ano, pois a autorização que antes […]

Desde o início de março de 2024, a Rede Oré, uma feira de artesanatos realizada na praça Mac Gregor, enfrenta dificuldades para funcionar devido a novas exigências burocráticas impostas pela Subprefeitura de Jacarepaguá. As organizadoras, que realizam o evento todos os sábados, relatam que a feira não ocorreu este ano, pois a autorização que antes era concedida informalmente agora requer um processo formal através do Portal Carioca Digital. Desde dezembro, os pedidos de licença prévia têm sido sistematicamente indeferidos.

Simone Villas-Boas, idealizadora da feira, expressa a frustração das expositoras, que dependem do evento como fonte de renda. Ela destaca que, apesar de entender a necessidade de formalização, a burocracia tem gerado entraves que prejudicam o trabalho das artesãs. “Ficamos sem entender porque toda hora criam um entrave para a volta das nossas atividades”, afirma Simone, ressaltando que a feira começou com nove expositoras e agora conta com vinte, oferecendo produtos autorais variados.

Simone, moradora da Freguesia há 17 anos, explica que a feira surgiu como uma resposta à falta de espaços públicos para lazer e cultura na região, que cresceu descontroladamente. “Muitos pisaram pela primeira vez no local para nos visitar”, conta, enfatizando a importância da feira para a comunidade. Ela lamenta a atual situação, que a faz sentir que o trabalho das organizadoras não é valorizado.

A Subprefeitura e a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) afirmam que toda atividade comercial em espaço público requer autorização e que a falta de renovação não garante a continuidade do evento. As organizadoras da Rede Oré asseguram que seguiram todos os trâmites exigidos, mas a documentação permanece em análise, sem esclarecimentos sobre os indeferimentos anteriores.

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