O Ibovespa (IBOV) registrou uma alta de 2,82% nesta quinta-feira, 30 de janeiro de 2024, fechando aos 126.912 pontos, a maior valorização desde março de 2023. O crescimento foi impulsionado pela repercussão das decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, Lula […]
O Ibovespa (IBOV) registrou uma alta de 2,82% nesta quinta-feira, 30 de janeiro de 2024, fechando aos 126.912 pontos, a maior valorização desde março de 2023. O crescimento foi impulsionado pela repercussão das decisões sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista, Lula expressou confiança no novo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmando que ele irá “entregar, dentro do possível, a inflação e juros mais baixos”. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 1 ponto percentual, para 13,25% ao ano, e indicou nova alta na próxima reunião.
As ações da mineradora Vale (VALE3) subiram 4,22%, contribuindo para a alta do índice, após Lula discutir estratégias com o CEO da empresa para aumentar sua relevância internacional. O dólar, que abriu em alta, fechou em baixa de 0,24%, cotado a R$ 5,85, marcando a nona queda consecutiva e a maior sequência de desvalorização desde julho de 2017. No exterior, as bolsas americanas também apresentaram ganhos, com o Dow Jones subindo 0,38% e o S&P 500 avançando 0,53%.
O mercado brasileiro reagiu positivamente a dados econômicos, como a taxa de desemprego que caiu para 6,6%, o menor nível já registrado. O déficit primário do setor público foi de R$ 47,5 bilhões, abaixo da projeção de R$ 48,8 bilhões. As declarações de Lula sobre a autonomia da Petrobras e a responsabilidade fiscal também ajudaram a acalmar os investidores, que observam a possibilidade de uma nova fase nas relações com o setor privado.
Os analistas destacam que a alta do Ibovespa e a queda do dólar refletem um ambiente de maior apetite por risco, apesar da elevação da Selic. O mercado continua atento às próximas reuniões do Copom e à evolução da economia, especialmente em relação à inflação e ao desempenho do emprego. A expectativa é que o cenário econômico se mantenha volátil, com os investidores calibrando suas estratégias conforme novas informações se tornem disponíveis.
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