- CF Inovação, com sócio Tony Volpon, prepara a primeira “bolsa do mercado imobiliário” para negociação de imóveis via tokens digitais, com aval do Banco Central e foco em cobertura nacional.
- A plataforma permitirá compras, vendas, aluguéis e transferências de posse de imóveis representados por tokens na blockchain, buscando aumentar liquidez e reduzir custos.
- Serão lançados dois tipos de tokens: compra na planta (pagamento mensal pelo comprador) e direito ao crédito imobiliário, com objetivo de financiar construção e facilitar financiamento tradicional no fechamento.
- A iniciativa já fechou parceria exclusiva com uma grande imobiliária da região Sul e busca atrair corretores, incorporadoras e clientes, além de regularização jurídica via Cofeci e Drex.
- O plano é crescer para dominar parte relevante do mercado brasileiro, com expansão potencial para outros países, mantendo conversas com o regulador e visando segurança jurídica desde o início.
A CF Inovação, empresa do ex-diretor do Banco Central Tony Volpon, prepara o lançamento de uma plataforma de negociação de ativos imobiliários por meio de tokens. O projeto, ainda em fase inicial, conta com aval do regulador e de players do setor e busca reduzir custos e ampliar a liquidez do mercado.
A ideia é criar a primeira bolsa do mercado imobiliário no Brasil, operando com tokens digitais que representam imóveis ou ativos imobiliários. A plataforma deverá funcionar de forma nacional como um ambiente de negociação similar ao de ações.
O objetivo de Volpon é oferecer uma interface única para incorporadores, corretores, imobiliárias, clientes e investidores. A tokenização permitiria compra, venda, aluguel e transferências de posse com maior segurança.
A iniciativa ganhou base tecnológica com o SGR, projeto do Cofeci e do Creci para digitalizar contratos no mercado imobiliário. A CF Inovação venceu o edital que pavimenta a infraestrutura para a tokenização.
A ideia é monetizar a operação por meio de taxas sobre as transações, como ocorre em bolsas. O primeiro desafio é atrair os principais players do setor, visto como um embate entre oferta e demanda.
Para superar a barreira, a empresa fechou parceria exclusiva com uma grande imobiliária da região Sul, que atuará como anunciante exclusivo na plataforma. O nome será divulgado no lançamento.
Além da infraestrutura, o projeto prevê dois tipos de tokens. O token de compra na planta financia a construção com pagamentos mensais, até a entrega, quando o consumidor pode quitar com financiamento tradicional.
O segundo token representa o direito ao crédito imobiliário, replicando a Cédula de Crédito Imobiliário. Volpon afirma que o token pode aliviar a escassez de recursos para pequenas e médias incorporadoras.
A plataforma pretende também oferecer suporte a corretores, que terão papel de assessores. Estima-se que cerca de 400 mil profissionais atuem no Brasil, com milhares já cadastrados para operar tokenização.
Volpon aponta que a solução assegura pagamento de comissões via contratos inteligentes, conectando vendedor e corretor de forma automática. O objetivo é ampliar a segurança de recebimentos.
O plano é alcançar escala nacional e facilitar negócios entre estados. A tokenização permitiria que imóveis fossem negociados por corretores de diferentes regiões, ampliando a liquidez do mercado interno.
A visão de longo prazo inclui a possibilidade de atrair concorrentes, com o objetivo de dominar uma fatia relevante do mercado imobiliário brasileiro. A adoção dependerá do ritmo de implementação e da confiança regulatória.
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