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Varejo brasileiro registra queda de 0,8% no faturamento real em 2024, aponta Cielo

- Vendas no varejo brasileiro caíram 0,8% em 2024, considerando a inflação. - Todos os macrossetores apresentaram retrações: bens duráveis (-2,1%), serviços (-1%) e não duráveis (-0,2%). - Enchentes no Rio Grande do Sul e estiagem severa impactaram o comércio. - O último trimestre teve a menor queda, com destaque para outubro e novembro. - Dezembro foi afetado pela alta de preços de alimentos e transporte, prejudicando vendas.

As vendas no varejo brasileiro apresentaram uma queda de 0,8% em 2024, considerando a inflação, conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em termos nominais, houve um aumento de 3,5% nas receitas. Os três principais setores do comércio registraram retrações: Bens Duráveis e Semiduráveis (-2,1%), Serviços (-1,0%) e Bens Não Duráveis (-0,2%). Entre os […]

As vendas no varejo brasileiro apresentaram uma queda de 0,8% em 2024, considerando a inflação, conforme o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em termos nominais, houve um aumento de 3,5% nas receitas. Os três principais setores do comércio registraram retrações: Bens Duráveis e Semiduráveis (-2,1%), Serviços (-1,0%) e Bens Não Duráveis (-0,2%). Entre os segmentos mais afetados, destacam-se Materiais para Construção, Estética e Cabeleireiros, e Livrarias e Papelarias.

Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, destacou que eventos climáticos impactaram negativamente o varejo. No primeiro semestre, as enchentes no Rio Grande do Sul resultaram em uma queda de 0,7%. Já no segundo semestre, o comércio enfrentou um recuo mais acentuado de 0,9%, em parte devido a uma severa estiagem que elevou os preços dos alimentos.

O quarto trimestre de 2024 foi o menos negativo do ano, com uma queda de apenas 0,2%. Os meses de outubro e novembro se destacaram, impulsionados pela Black Friday. No entanto, dezembro não acompanhou esse desempenho, sendo afetado principalmente pela alta nos preços dos alimentos e do setor de transportes.

Alves ressaltou que, apesar do desempenho negativo, o último trimestre teve resultados melhores em comparação ao restante do ano. A combinação de fatores climáticos e econômicos contribuiu para a situação desafiadora do varejo brasileiro em 2024.

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