Os apicultores espanhóis estão em alerta. Nesta semana, eles se uniram a colegas da França e de Portugal para protestar na Comissão Europeia contra o fraude na mel. O setor enfrenta riscos à sua sobrevivência devido à importação em massa de xaropes e substitutos da mel. Um estudo da Coordinadora de Organizações de Agricultores e […]
Os apicultores espanhóis estão em alerta. Nesta semana, eles se uniram a colegas da França e de Portugal para protestar na Comissão Europeia contra o fraude na mel. O setor enfrenta riscos à sua sobrevivência devido à importação em massa de xaropes e substitutos da mel. Um estudo da Coordinadora de Organizações de Agricultores e Ganaderos (COAG) revelou que 46% das amostras de mel analisadas na Europa eram fraudulentas, com 51% em Espanha.
A produção de mel na Espanha varia entre 27.000 e 30.000 toneladas, proveniente de cerca de 2,8 milhões de colmeias. A demanda se mantém em torno de 30.000 toneladas para consumo doméstico e industrial. A mel é regulamentada pela União Europeia, que a define como uma substância natural produzida pela abelha Apis mellifera. A adulteração, comum com açúcar e água, compromete a qualidade do produto.
Antonio García, presidente da Denominação de Origem Miel de la Alcarria, alerta que a mel de qualidade é aquela que exala aromas e não apresenta bolhas de ar. Ele destaca que a produção de mel é um trabalho árduo e que preços baixos podem indicar adulteração. A mel artesanal, por exemplo, não deve ser vendida a menos de seis euros por quilo, enquanto a mel importada pode custar apenas dois euros.
Blanca Fuentes, apicultora desde 2019, compartilha sua experiência com 300 colmeias na serra do Caurel. Ela enfatiza que a mel deve ser pura, sem adição de água ou açúcar. O processo de produção envolve deixar a mel repousar por 15 a 20 dias antes do envase. A rotulagem é crucial para garantir a procedência e a qualidade do produto, especialmente para aqueles sob denominação de origem ou Indicação Geográfica Protegida (IGP).
Entre na conversa da comunidade