A popularidade do matcha, um pó verde derivado das folhas da Camellia sinensis, tem crescido significativamente no Brasil, especialmente nas confeitarias do bairro da Liberdade, em São Paulo. Este ingrediente, que se tornou uma alternativa ao café por conter menos cafeína, é amplamente utilizado em sobremesas e bebidas. O fenômeno é impulsionado pelas redes sociais, […]
A popularidade do matcha, um pó verde derivado das folhas da Camellia sinensis, tem crescido significativamente no Brasil, especialmente nas confeitarias do bairro da Liberdade, em São Paulo. Este ingrediente, que se tornou uma alternativa ao café por conter menos cafeína, é amplamente utilizado em sobremesas e bebidas. O fenômeno é impulsionado pelas redes sociais, com vídeos no TikTok acumulando mais de 15 bilhões de visualizações sobre seus benefícios.
O Japão, principal produtor de matcha, registrou um aumento de 33% nas exportações do produto em 2023 em comparação ao ano anterior. O mercado global de produtos à base de matcha está avaliado em 4,4 bilhões de dólares e deve crescer 53% até 2029, conforme a consultoria Business Research Company. Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, a rede Blank Street, especializada em bebidas de matcha, já conta com oitenta unidades.
A cultura do chá, que se desenvolveu na China durante a dinastia Tang, influenciou a popularidade do matcha no Japão, onde se tornou um hábito cultural. Estudos recentes destacam o matcha como um substituto saudável ao café, devido às suas propriedades antioxidantes e à presença da L-teanina, que modera os efeitos da cafeína. No entanto, a adaptação do matcha no Ocidente, incluindo o Brasil, tem levado à adição de açúcar para suavizar seu sabor amargo.
Estabelecimentos como o Matcha Minka, em São Paulo, estão na vanguarda dessa tendência, oferecendo uma variedade de produtos levemente adocicados, como lattes e sorvetes. Essa tropicalização do matcha visa expandir seu apelo entre os consumidores ocidentais, que buscam opções de bebidas mais saudáveis. A frase do escritor inglês Thomas de Quincey, “o chá sempre será a bebida preferida dos intelectuais”, agora se aplica também a um público mais amplo em busca de alternativas saudáveis.
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