Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Petrolíferas globais apostam em IA e DeepSeek para se manterem relevantes no mercado

- Gigantes do petróleo enfrentam excesso de oferta e demanda por energia renovável. - DeepSeek, empresa chinesa, lança IA que pode impactar data centers energéticos. - Executivos da Chevron e Exxon apostam na demanda por gás natural e energia limpa. - Ações de energia representam apenas 3,2% do S&P 500, refletindo desconfiança do mercado. - Big Oil busca parcerias com big techs para atender à crescente demanda de energia.

A indústria de petróleo, tradicionalmente oposta ao modelo de crescimento acelerado do Vale do Silício, agora busca se alinhar com as grandes empresas de tecnologia para garantir sua relevância. Os resultados do quarto trimestre de Exxon Mobil, Chevron e Shell foram impactados pela excesso de oferta de combustíveis fósseis e pela demanda insuficiente, resultando em […]

A indústria de petróleo, tradicionalmente oposta ao modelo de crescimento acelerado do Vale do Silício, agora busca se alinhar com as grandes empresas de tecnologia para garantir sua relevância. Os resultados do quarto trimestre de Exxon Mobil, Chevron e Shell foram impactados pela excesso de oferta de combustíveis fósseis e pela demanda insuficiente, resultando em margens de refino em colapso. As gigantes do setor estão apostando que parte de seu futuro está na fornecimento de energia para apoiar a corrida pela Inteligência Artificial (IA) nos Estados Unidos.

Recentemente, a DeepSeek, uma empresa chinesa, lançou um modelo de IA que promete ser mais econômico e eficiente em termos de consumo de energia, o que pode ameaçar a posição de empresas como OpenAI e Meta Platforms. Apesar disso, as principais petrolíferas continuam a acreditar na crescente demanda por eletricidade gerada a partir do gás natural, especialmente em um cenário onde o consumo de petróleo bruto deve atingir seu pico devido à transição energética. O CEO da Chevron, Mike Wirth, destacou que a competição na área de IA é intensa e que a demanda por energia acompanhará esse crescimento.

As empresas de petróleo têm se concentrado em recompras e dividendos como estratégias principais, mas essa abordagem pode estar se esgotando. A Exxon, por exemplo, utilizou quase todo seu fluxo de caixa livre de US$ 36 bilhões no último ano, mas suas ações ainda estão com um desconto de 46% em relação à média do índice S&P 500. O CEO da Exxon, Darren Woods, afirmou que a empresa está bem posicionada para atender à demanda por energia de baixo carbono, especialmente para data centers.

Atualmente, os Estados Unidos são o maior produtor de petróleo do mundo, com uma produção diária 50% superior à da Arábia Saudita. No entanto, as ações de energia representam apenas 3,2% do S&P 500, um número que caiu pela metade em relação a uma década atrás. A desvalorização das empresas de petróleo é atribuída a gastos excessivos em megaprojetos e à incerteza sobre a sustentabilidade de dividendos em meio à transição energética. Em vez de competir, o Big Oil busca colaborar com as big techs, com a Chevron formando parcerias específicas e a Exxon focando em energia de baixo carbono.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais