O desembarque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está impactando negativamente as investigações sustentáveis na América Latina, em um cenário de crescente incerteza política e econômica. Apesar do reconhecimento da importância de investimentos sustentáveis para combater o mudança climática, analistas apontam que investidores estão se mostrando cautelosos ao alocar recursos em projetos de proteção […]
O desembarque do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está impactando negativamente as investigações sustentáveis na América Latina, em um cenário de crescente incerteza política e econômica. Apesar do reconhecimento da importância de investimentos sustentáveis para combater o mudança climática, analistas apontam que investidores estão se mostrando cautelosos ao alocar recursos em projetos de proteção ambiental. Esteban Polidura, diretor de Estratégia de Investimento da Julius Baer, destaca que a política de Trump, mais favorável aos combustíveis fósseis, desvia a atenção das energias limpas.
Os governos da região, como México e Brasil, devem emitir dívida para cobrir déficits fiscais, mas essa verba provavelmente não será direcionada a iniciativas verdes. Além disso, a postura negacionista de Trump em relação ao Acordo de Paris e suas prioridades em acordos comerciais e imigração podem desviar o foco de questões ambientais. A incerteza política tende a fazer com que empresas evitem emitir dívidas ou ações, conforme analisa um especialista.
Embora a infraestrutura de energia limpa esteja em crescimento, as expectativas para o setor caíram, com um índice de ações de energias renováveis apresentando uma queda de 20% no último ano. Fernando Suárez, da Fintual, observa que a baixa rentabilidade pode ser resultado da antecipação das empresas ao novo ciclo político nos EUA, além do aumento da demanda de energia devido ao desenvolvimento da inteligência artificial.
Apesar da cautela atual, há uma perspectiva otimista para o futuro. O mercado de bonos verdes deve crescer mais rapidamente que o restante do mercado de renda fixa em 2025, com uma previsão de que bancos e empresas industriais globais emitam pelo menos 60% do volume desses instrumentos. Bertrand Rocher, da Mirova, acredita que o mercado financeiro sustentável está amadurecendo, com investidores mais conscientes e preparados para gerar retornos significativos através de uma gestão eficaz de portfólios.
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