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Déficit histórico das estatais acende alerta sobre necessidade de privatizações

- Em 2024, as estatais federais registraram um déficit recorde de R$ 6,7 bilhões. - Os Correios lideraram as perdas, com prejuízo de R$ 3,2 bilhões, devido a quedas de receita. - A ministra Esther Dweck afirmou que Lula está atento à situação das estatais. - A gestão dos Correios enfrenta críticas por aumento de gastos e ineficiência nos serviços. - O governo deve reavaliar a viabilidade das estatais, considerando privatizações.

As estatais federais, excluindo bancos públicos e a Petrobras, encerraram 2024 com um déficit recorde de R$ 6,7 bilhões, o maior em 23 anos, conforme dados do Banco Central. A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, minimizou a situação, afirmando que o resultado é uma questão de contabilidade e não um “rombo”. Segundo ela, […]

As estatais federais, excluindo bancos públicos e a Petrobras, encerraram 2024 com um déficit recorde de R$ 6,7 bilhões, o maior em 23 anos, conforme dados do Banco Central. A ministra de Gestão e Inovação, Esther Dweck, minimizou a situação, afirmando que o resultado é uma questão de contabilidade e não um “rombo”. Segundo ela, muitas despesas foram pagas com recursos já existentes, o que gerou um resultado deficitário, apesar de algumas estatais terem lucro. Contudo, essa situação exigirá cobertura do Tesouro em algum momento.

Os Correios lideraram os déficits, com perdas de R$ 3,2 bilhões, resultado de uma queda de R$ 2,2 bilhões nas receitas, impactadas por mudanças no segmento postal e pela implementação do programa Remessa Conforme. O aumento de 12,5% nos investimentos das estatais, totalizando R$ 5,3 bilhões, também contribuiu para o déficit. A ministra Dweck destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está atento à situação das estatais e busca soluções.

A gestão dos Correios tem sido criticada, especialmente pelo aumento das despesas com dirigentes, que saltaram de R$ 5,9 milhões em 2022 para R$ 8,2 milhões em 2023, um aumento de 38%. A estatal, sob a direção de Fabiano Silva dos Santos, enfrenta desafios como a queda nas receitas e a necessidade de investimentos em tecnologia e logística. Apesar de ter registrado lucros entre 2017 e 2021, a empresa voltou a apresentar déficits desde 2022.

Além dos Correios, a Infraero e a Casa da Moeda também enfrentam déficits significativos. A Infraero acumulou um déficit de R$ 540 milhões em 2024, enquanto a Casa da Moeda lida com a diminuição da demanda por seus serviços devido ao avanço dos pagamentos digitais. A análise da viabilidade dessas estatais é crucial, e muitos especialistas defendem que empresas deficitárias não devem permanecer sob controle estatal, a menos que sejam essenciais para a segurança nacional.

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