Os preços futuros dos grãos na bolsa de Chicago apresentaram volatilidade nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, em meio a tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos. Inicialmente, os preços caíram após a decisão do governo Trump de aplicar tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e México e de 10% sobre itens da China. Contudo, a […]
Os preços futuros dos grãos na bolsa de Chicago apresentaram volatilidade nesta segunda-feira, 3 de fevereiro, em meio a tensões comerciais envolvendo os Estados Unidos. Inicialmente, os preços caíram após a decisão do governo Trump de aplicar tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e México e de 10% sobre itens da China. Contudo, a situação mudou quando a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou o adiamento das tarifas por um mês, após acordos na área de segurança entre os países.
Com essa notícia, o contrato de soja para março fechou em alta de 1,56%, cotado a US$ 10,5825 por bushel. A valorização foi impulsionada também pela alta do óleo de soja, que subiu devido a possíveis restrições nas compras de óleo de canola do Canadá. Luiz Fernando Roque, da Hedgepoint Global Markets, destacou que o mercado reagiu positivamente ao adiamento das tarifas e à expectativa de conversas entre Trump e Trudeau, embora a volatilidade deva persistir.
Além disso, o clima desfavorável nas regiões produtoras de soja da Argentina e o atraso na colheita no Brasil contribuíram para a sustentação dos preços. A Bolsa de Cereales da Argentina revisou sua estimativa de produção de soja para 49,6 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior de 52 milhões. O milho também se beneficiou do adiamento das tarifas, fechando com alta de 1,4%, a US$ 4,8875 por bushel.
O trigo, que apresentava queda, também se recuperou, fechando em alta de 1,3%, a US$ 5,6675 por bushel. A redução nas exportações de trigo pela Rússia e a previsão de limitações nas vendas até meio do ano foram fatores que impulsionaram os preços. Luiz Carlos Pacheco, da TF AgroEconômica, comentou que as incertezas geradas pelas ações de Trump continuam a afetar o mercado, destacando que a força do dólar pode prejudicar a competitividade dos produtos americanos no exterior.
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