O Banco Mercantil, instituição financeira mineira focada em crédito consignado do INSS, encerrou 2024 com um lucro líquido de R$ 752 milhões, um aumento de 79% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 205 milhões, representando um crescimento de 36% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido […]
O Banco Mercantil, instituição financeira mineira focada em crédito consignado do INSS, encerrou 2024 com um lucro líquido de R$ 752 milhões, um aumento de 79% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 205 milhões, representando um crescimento de 36% na comparação anual. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 41,3% ao longo do ano, enquanto em 2023, a taxa foi de 29,8%. A carteira de crédito atingiu R$ 17,1 bilhões, um aumento de 22% em relação a 2022.
O CEO do Banco Mercantil, Gustavo Araújo, destacou que a seletividade na concessão de crédito, devido à falta de controle sobre o teto de juros do consignado e a Selic, resultou em uma queda na inadimplência, com a taxa de atraso acima de 90 dias em 1,7%, 1,3 ponto percentual menor que no ano anterior. O banco também cresceu sua base de clientes, alcançando 8,9 milhões, um aumento de 12% em um ano. A digitalização foi um fator chave, com dois terços da originação de crédito realizada por canais digitais, especialmente via aplicativo e WhatsApp.
Araújo mencionou que a estratégia de jornada 100% pelo WhatsApp permitiu que os clientes visualizassem condições e enviassem documentos de forma prática. Além disso, o banco está expandindo sua presença física, com a abertura de 50 novas agências desde o início de 2024, focando especialmente no Nordeste, onde antes tinha uma atuação limitada. As agências são vistas como essenciais para atrair clientes menos digitalizados e para participar de leilões de folhas de pagamento do INSS, onde o Mercantil se destacou em 22 dos 26 lotes.
Atualmente, o Banco Mercantil tem um valor de mercado de R$ 3,6 bilhões na Bolsa, tendo dobrado seu valor na B3 nos últimos 12 meses. A combinação de digitalização e expansão física é considerada uma vantagem competitiva em relação a financeiras e fintechs, especialmente em um cenário de 240 mil novos aposentados por mês, o que representa uma oportunidade significativa para o banco.
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