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Disputa entre escolas da Faria Lima resulta em demissões e denúncias de coação

- A Giusto 5 denunciou o Colégio Universitário por coação de professores e concorrência desleal. - A disputa se intensificou após a aquisição do Colégio Maxi pela Giusto 5 em novembro. - O Maxi perdeu 700 alunos durante a gestão da Cognita, afetando sua viabilidade. - A Giusto 5 adotou estratégias agressivas, como descontos de até 100% para atrair alunos. - O Colégio Universitário nega as acusações e defende sua conduta ética e profissional.

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Uma intensa disputa entre escolas particulares em Londrina (PR) resultou em demissões de professores e denúncias de coação no Ministério Público do Trabalho (MPT). A Giusto 5, que adquiriu o Colégio Maxi, protocolou uma denúncia contra o Colégio Universitário e o Prime, alegando tentativas de “aliciar professores” e práticas de concorrência desleal. O Maxi, que […]

Uma intensa disputa entre escolas particulares em Londrina (PR) resultou em demissões de professores e denúncias de coação no Ministério Público do Trabalho (MPT). A Giusto 5, que adquiriu o Colégio Maxi, protocolou uma denúncia contra o Colégio Universitário e o Prime, alegando tentativas de “aliciar professores” e práticas de concorrência desleal. O Maxi, que perdeu 700 alunos nos últimos cinco anos, adotou uma estratégia agressiva para recuperar seu cursinho pré-vestibular, oferecendo descontos significativos.

Os conflitos se intensificaram quando, em uma reunião, professores do Universitário foram ameaçados de demissão caso não deixassem o Maxi. Apesar de o Prime ter inicialmente ameaçado demissões, acabou recuando. O Universitário negou qualquer relação entre as demissões e a política de bolsas do Maxi, que ofereceu 38 bolsas, sendo 25 de 40% e cinco de 100%. Bruno Costa, CEO da Giusto 5, afirmou que buscou um acordo de não agressão, mas as demissões ocorreram no dia seguinte.

Além das questões de pessoal, a Giusto enfrenta desafios financeiros, com a Still, proprietária do imóvel do Maxi, questionando sua capacidade de pagamento de aluguéis de R$ 350 mil mensais. Costa esclareceu que não houve atrasos nos pagamentos e que o contrato de aluguel não prevê mudanças de controle sem anuência do Maxi. A Inspira, que controla o Universitário, reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência em suas práticas.

A situação revela um cenário de crescente competitividade no setor educacional, onde práticas consideradas antiéticas estão começando a emergir. A Giusto 5, fundada em 2022, já possui outras duas escolas em seu portfólio, atendendo cerca de 2 mil alunos, enquanto a Inspira conta com mais de 100 instituições e levantou mais de R$ 1,5 bilhão para aquisições.

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