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Extintor de incêndio pode voltar a ser obrigatório em veículos e movimentar mercado bilionário

- A Kidde Global Solutions (KGS) foi adquirida por 3 bilhões de dólares em 2024. - A empresa projeta crescimento de 15% nas vendas no Brasil, impulsionado por novas leis. - O PLC 159/2017 pode reestabelecer a obrigatoriedade de extintores em veículos. - O Brasil possui 40 milhões de veículos, aumentando a demanda por extintores. - KGS diversifica negócios, focando em pequenas empresas e setores estratégicos.

A Kidde Global Solutions (KGS), multinacional líder em prevenção e detecção de incêndios, foi adquirida por 3 bilhões de dólares em dezembro do ano passado e projeta um crescimento de 15% nas vendas no Brasil em 2025. Esse aumento pode ser ampliado caso o PLC 159/2017, que visa a reintrodução da obrigatoriedade de extintores de […]

A Kidde Global Solutions (KGS), multinacional líder em prevenção e detecção de incêndios, foi adquirida por 3 bilhões de dólares em dezembro do ano passado e projeta um crescimento de 15% nas vendas no Brasil em 2025. Esse aumento pode ser ampliado caso o PLC 159/2017, que visa a reintrodução da obrigatoriedade de extintores de incêndio em veículos, seja aprovado no Senado. A exigência foi revogada em 2015 e, segundo o senador Eduardo Braga (MDB-AM), cerca de 17% dos recalls de automóveis no Brasil estão relacionados a falhas que podem causar incêndios.

Braga defende a proposta, ressaltando que o Brasil é signatário da Regulação Básica Unificada de Trânsito, que exige extintores em países como Argentina e Chile. O diretor-geral da KGS na América Latina, Marcelo Zeppelini, afirmou que a empresa está pronta para aumentar a capacidade de produção e investir na equipe caso a obrigatoriedade seja restabelecida. Atualmente, o Brasil possui cerca de 40 milhões de veículos em circulação, e a produção anual de automóveis superou 140 mil unidades em 2024.

A KGS, que faturou 2 bilhões de dólares em 2024 e conta com 9 mil funcionários, mantém presença em 90 países e possui uma fábrica em Extrema (MG). A empresa busca diversificar seus negócios, investindo na integração de sistemas contra incêndios e ampliando contratos com multinacionais em setores como petróleo, mineração e construção civil. Zeppelini destacou a necessidade de suporte nas indústrias em que atuam, além de oportunidades no mercado de pequenas e médias empresas.

A KGS também planeja oferecer soluções mais acessíveis para o mercado de pequenos comércios e escritórios, visando sistemas de detecção e alarme menos complexos. Zeppelini acredita que há um grande potencial nesse segmento, que demanda produtos com custo mais acessível, refletindo a diversidade do mercado brasileiro.

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