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Mercados futuros dos EUA operam em baixa após tarifas da China sobre produtos americanos

- O mercado de ações dos EUA enfrenta volatilidade devido a tarifas impostas por Trump. - A Alphabet e a Advanced Micro Devices reportaram resultados abaixo das expectativas. - A China retaliou com tarifas de até 15% sobre produtos dos EUA, intensificando a tensão. - O Dow Jones subiu 317,24 pontos, enquanto o S&P 500 e Nasdaq também registraram ganhos. - A incerteza sobre tarifas e a resposta do Federal Reserve impactam as expectativas econômicas.

Os futuros das ações dos EUA apresentaram leve queda na noite de terça-feira, após uma sequência de ganhos nos principais índices. Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average caíram menos de 0,1%, enquanto os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 também mostraram variações mínimas. As ações de empresas de semicondutores, como Qualcomm, […]

Os futuros das ações dos EUA apresentaram leve queda na noite de terça-feira, após uma sequência de ganhos nos principais índices. Os contratos futuros do Dow Jones Industrial Average caíram menos de 0,1%, enquanto os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 também mostraram variações mínimas. As ações de empresas de semicondutores, como Qualcomm, Arm e Skyworks Solutions, enfrentaram perdas significativas após a divulgação de resultados trimestrais abaixo das expectativas, com quedas de 5%, 7% e 23%, respectivamente. A Ford Motor também viu suas ações caírem 5% após prever um ano desafiador em 2025.

Os índices de ações dos EUA subiram na terça-feira, com o Dow Jones ganhando 317,24 pontos, ou 0,71%, e o S&P 500 e o Nasdaq Composite avançando 0,39% e 0,19%, respectivamente. O otimismo dos investidores foi impulsionado pela suspensão temporária das tarifas sobre produtos do México e do Canadá, anunciada pelo presidente Donald Trump, que ajudou a aliviar preocupações sobre a guerra comercial. Ed Yardeni, presidente da Yardeni Research, comentou que o mercado está começando a focar no que realmente importa: os lucros das empresas.

No cenário internacional, a China anunciou tarifas adicionais de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito dos EUA, além de um aumento de 10% em produtos como petróleo bruto e equipamentos agrícolas, em resposta às tarifas impostas pelos EUA. Essa retaliação gerou preocupações sobre o impacto nas relações comerciais e na economia global. Analistas da JPMorgan destacaram que a incerteza em torno das tarifas pode levar a uma volatilidade contínua nos mercados, com setores como automóveis e tecnologia sendo particularmente vulneráveis.

Os investidores aguardam a divulgação de resultados de grandes empresas, incluindo Amazon e Eli Lilly, além de dados sobre pedidos de desemprego. A expectativa é que o relatório de empregos, a ser divulgado na sexta-feira, forneça mais clareza sobre a saúde da economia dos EUA, com analistas prevendo a adição de 175 mil empregos em janeiro e uma taxa de desemprego estável em 4,1%.

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