Após uma queda de quase 10% nos preços do minério de ferro em 2024, a commodity enfrenta novas reduções em 2025, impulsionadas pela diminuição da demanda da China, o principal consumidor global. A incerteza em relação à agenda de transição energética sob o governo de Donald Trump nos Estados Unidos também afeta o mercado, especialmente […]
Após uma queda de quase 10% nos preços do minério de ferro em 2024, a commodity enfrenta novas reduções em 2025, impulsionadas pela diminuição da demanda da China, o principal consumidor global. A incerteza em relação à agenda de transição energética sob o governo de Donald Trump nos Estados Unidos também afeta o mercado, especialmente para produtos de qualidade superior, que são essenciais para mineradoras como a Vale e a Rio Tinto. O líder de energia da EY, Afonso Sartorio, destacou que as importações chinesas atingiram um recorde de 1,24 bilhão de toneladas em 2024, mas com um aumento de 28% nos estoques nos portos.
A crise do mercado imobiliário na China impactou a demanda por aço, com previsões de queda de 4% em 2024 e 2,5% em 2025, segundo o HSBC. A Tendências Consultoria projeta que o preço médio do minério de ferro deve cair para US$ 98 por tonelada em 2025, enquanto a EY espera que os preços fiquem abaixo de US$ 100. Apesar disso, as importações de minério de ferro podem aumentar entre 10 milhões e 40 milhões de toneladas, alcançando cerca de 1,27 bilhão de toneladas neste ano, à medida que comerciantes aproveitam os preços reduzidos.
A produção das principais mineradoras, como a Vale e a BHP, registrou recordes em 2024, com 328 milhões e 280 milhões de toneladas, respectivamente. A Vale planeja produzir entre 325 milhões e 335 milhões de toneladas em 2025. No entanto, fatores como licenciamento ambiental e emissões de carbono podem limitar o aumento da oferta global. A demanda por soluções mais sustentáveis, como os briquetes, está em ascensão, com a Vale investindo em plantas para produzir 50 milhões de toneladas até 2050.
Embora a demanda por minério de ferro de alta qualidade deva aumentar no longo prazo, a pressão sobre as matérias-primas persiste no curto prazo. Recentes movimentações de fusões e aquisições no setor refletem a busca por diversificação e ativos de baixo carbono, com a Rio Tinto e a Glencore discutindo uma combinação que poderia criar uma gigante de US$ 158 bilhões. Sartorio observa que a estratégia de crescimento das mineradoras está se voltando para movimentos inorgânicos, à medida que as reservas minerais disponíveis se tornam escassas.
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