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Qualcomm supera expectativas com crescimento robusto, mas analistas temem futuro incerto

- Qualcomm superou expectativas com receita de R$ 11,67 bilhões, alta de 18%. - O segmento automotivo cresceu 61%, destacando-se como o mais promissor. - Previsão de receita entre R$ 10,2 bilhões e R$ 11 bilhões para o próximo trimestre. - Analistas temem perda de receita com chips internos da Apple e concorrência da Huawei. - Ações da Qualcomm caíram quase 5% após anúncio de crescimento mais lento.

Qualcomm apresentou resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal que superaram as expectativas, com um aumento de 18% na receita, alcançando R$ 11,67 bilhões. As ações da empresa subiram 2% nas negociações após o fechamento. Para o segundo trimestre, a companhia prevê receitas entre R$ 10,2 bilhões e R$ 11 bilhões, superando a expectativa de R$ […]

Qualcomm apresentou resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal que superaram as expectativas, com um aumento de 18% na receita, alcançando R$ 11,67 bilhões. As ações da empresa subiram 2% nas negociações após o fechamento. Para o segundo trimestre, a companhia prevê receitas entre R$ 10,2 bilhões e R$ 11 bilhões, superando a expectativa de R$ 10,34 bilhões. O lucro líquido cresceu 15%, totalizando R$ 3,18 bilhões, ou R$ 2,83 por ação.

Apesar dos resultados positivos, analistas expressaram preocupações sobre o crescimento futuro da Qualcomm. A empresa espera uma desaceleração no segmento QCT, prevendo receitas entre R$ 8,9 bilhões e R$ 9,5 bilhões para o próximo trimestre. O mercado de smartphones, que representa 65% das vendas, cresceu 13%, mas a transição da Apple para modems internos pode impactar negativamente a receita da Qualcomm.

Analistas de instituições como Morgan Stanley e Citi destacaram a pressão que a Qualcomm pode enfrentar devido à concorrência da Huawei e à perda de participação de mercado com a Apple. Morgan Stanley mantém uma classificação neutra, enquanto Citi prevê um impacto de R$ 1,2 bilhão na receita devido à transição da Apple. Wells Fargo e JPMorgan também expressaram preocupações sobre a perda de receita com a Apple, mas JPMorgan ainda vê potencial de crescimento em outras áreas.

Por outro lado, o Bank of America mantém uma classificação de compra, com um preço-alvo de R$ 245, destacando a Qualcomm como um beneficiário a longo prazo do crescimento das tecnologias 3G/4G/5G. Apesar das incertezas, a empresa continua a demonstrar força em seus mercados de automóveis e Internet das Coisas (IoT), com crescimento significativo em todas as suas divisões.

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