A atividade de serviços no Brasil enfrentou uma retração significativa em janeiro de 2025, marcando a primeira queda em quase um ano e meio, conforme indicado pela pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global. O índice caiu para 47,6, abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, e representa o […]
A atividade de serviços no Brasil enfrentou uma retração significativa em janeiro de 2025, marcando a primeira queda em quase um ano e meio, conforme indicado pela pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global. O índice caiu para 47,6, abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, e representa o nível mais baixo desde abril de 2021. Essa queda foi impulsionada pela piora da demanda e pela intensificação das pressões inflacionárias.
Os dados revelaram um novo declínio na entrada de novos negócios, levando as empresas a reduzirem a produção no ritmo mais forte desde abril de 2021. A pesquisa apontou que a fraqueza da demanda e a queda nas vendas foram as principais causas dessa desaceleração, com a contração das vendas em janeiro sendo a mais intensa em quase quatro anos. Além disso, os custos de insumos e os preços de produção aumentaram, refletindo a força do dólar e os preços internacionais elevados.
Apesar do cenário desafiador, houve um leve aumento no emprego e uma melhora na confiança dos empresários, que havia atingido a menor marca em 43 meses em dezembro. As expectativas de uma demanda mais favorável e condições econômicas melhores sustentaram um otimismo moderado entre os participantes da pesquisa. Alguns entrevistados mencionaram que a diversificação e novos processos de prospecção poderiam contribuir para a recuperação do setor.
A atividade industrial também apresentou uma ligeira melhora, mas o PMI Composto caiu para 48,2, indicando contração devido ao desempenho negativo dos serviços. Essa queda foi de 51,5 em dezembro, evidenciando a fragilidade do setor de serviços e seu impacto na economia como um todo.
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