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Tarifas de Trump podem complicar ações do Fed, alerta presidente de Chicago

- O Federal Reserve manteve a taxa de juros entre 4,25% e 4,50% recentemente. - Austan Goolsbee alertou sobre tarifas de Trump afetando a inflação e decisões do Fed. - Philip Jefferson enfatizou a cautela nas taxas de juros em meio a incertezas econômicas. - Tarifas amplas podem gerar inflação subjacente, preocupando economistas e o Fed. - Fed observa impactos de tarifas, mas evita comentar diretamente sobre política fiscal.

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que a política tarifária do ex-presidente Donald Trump pode dificultar a atuação do Fed no combate à inflação. Em um evento em Detroit, Goolsbee mencionou que a incerteza em torno das tarifas sobre produtos de Canadá, México, China e União Europeia pode impactar a inflação […]

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, alertou que a política tarifária do ex-presidente Donald Trump pode dificultar a atuação do Fed no combate à inflação. Em um evento em Detroit, Goolsbee mencionou que a incerteza em torno das tarifas sobre produtos de Canadá, México, China e União Europeia pode impactar a inflação e a decisão do Fed sobre as taxas de juros. Ele destacou que, se a inflação aumentar em 2025, será desafiador para o Fed discernir se isso se deve a um superaquecimento da economia ou às tarifas.

Na última reunião do Federal Open Market Committee (FOMC), o Fed decidiu manter a taxa de juros entre 4,25% e 4,50%. Goolsbee enfatizou que a situação atual, marcada por tensões comerciais, exige cautela. Economistas geralmente consideram que as tarifas têm efeitos pontuais sobre os preços, mas a abrangência das tarifas propostas por Trump pode gerar uma inflação subjacente preocupante para o Fed.

O vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, também se manifestou sobre a necessidade de cautela nas decisões de ajuste das taxas de juros. Ele afirmou que, enquanto a economia e o mercado de trabalho se mantiverem fortes, o FOMC deve agir com prudência. Jefferson observou que a inflação está em um caminho “irregular” em direção à meta de 2%, e que a redução gradual da restrição monetária é o cenário mais provável.

Jefferson ressaltou a incerteza em relação às políticas governamentais e suas implicações econômicas, especialmente em relação às negociações tarifárias. Ele previu que a inflação deve continuar a cair, mas reconheceu a alta incerteza em suas projeções. O cenário atual permite diversas possibilidades para a política monetária, dependendo da evolução da inflação e do mercado de trabalho.

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