A queda de até 5,6% nas ações da Chipotle na quarta-feira gerou reações de analistas de Wall Street, que veem isso como uma oportunidade de compra. A empresa divulgou uma previsão fraca para vendas em lojas comparáveis, projetando crescimento de 1% a 5% em 2025, abaixo da expectativa de 5,4% do mercado. Apesar disso, analistas […]
A queda de até 5,6% nas ações da Chipotle na quarta-feira gerou reações de analistas de Wall Street, que veem isso como uma oportunidade de compra. A empresa divulgou uma previsão fraca para vendas em lojas comparáveis, projetando crescimento de 1% a 5% em 2025, abaixo da expectativa de 5,4% do mercado. Apesar disso, analistas como Dennis Geiger, da UBS, acreditam que o segundo semestre do ano será mais forte, destacando que a empresa ainda apresenta um tráfego subjacente sólido.
O CEO da Chipotle, Scott Boatwright, que assumiu o cargo de forma permanente após a saída de Brian Niccol, comentou sobre a inovação no cardápio e a introdução de um novo prato de frango picante, previsto para março. O analista Jon Tower, da Citigroup, reiterou a classificação de compra das ações, prevendo que a narrativa positiva da empresa deve se fortalecer com o lançamento do novo item. O preço-alvo foi elevado para R$ 70, sugerindo um potencial de valorização de quase 19%.
A Chipotle também enfrenta incertezas devido a possíveis tarifas sobre importações do México, que poderiam impactar os custos de ingredientes como abacates. No entanto, Boatwright minimizou os riscos, afirmando que apenas 50% dos abacates da empresa vêm do México, com a diversificação da cadeia de suprimentos em outros países. A expectativa é que, mesmo com tarifas, o aumento nos custos de vendas seja limitado a 0,6%.
Apesar de um crescimento de 5,4% nas vendas em lojas comparáveis no quarto trimestre, a previsão conservadora para 2025 decepcionou investidores, resultando em uma queda nas ações. A Chipotle, que abriu 304 novos restaurantes no último ano, continua a demonstrar força no mercado, com um valor de mercado de R$ 79,52 bilhões. A empresa tem mostrado resiliência, mesmo em um cenário de aumento de custos e incertezas econômicas.
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