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Gol apresenta plano de recuperação ao ministro Haddad em meio a fusão com a Azul

- A Gol apresentou plano para sair da recuperação judicial nos EUA ao ministro da Fazenda. - O ministro Silvio Costa Filho prevê fusão com a Azul em até 12 meses, mas Cade não foi notificado. - A fusão pode gerar concentração de mercado, com 63% do transporte aéreo nas mãos das duas. - A Azul afirma que a fusão trará mais destinos e serviços, mas há riscos de aumento de tarifas. - A análise do Cade deve considerar impactos operacionais e ouvir associações do setor aéreo.

A Gol apresentou seu plano de recuperação judicial ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2024. A companhia aérea espera concluir o processo entre maio e junho deste ano. Em meio a discussões sobre uma possível fusão com a Azul, a Gol enfatizou sua saúde financeira e sua capacidade de […]

A Gol apresentou seu plano de recuperação judicial ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta sexta-feira, 7 de fevereiro de 2024. A companhia aérea espera concluir o processo entre maio e junho deste ano. Em meio a discussões sobre uma possível fusão com a Azul, a Gol enfatizou sua saúde financeira e sua capacidade de operar de forma independente. Fontes indicam que a aprovação da fusão pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode demorar, com a expectativa de que a análise técnica seja finalizada até agosto.

O Cade avaliará a fusão considerando a operação separada das empresas, seus modelos de negócios e a manutenção das rotas atuais. A Azul opera com hubs em Campinas e Confins, enquanto a Gol foca em voos diretos, o que gera competição entre elas. A análise também incluirá compromissos para mitigar riscos concorrenciais e evitar aumento abusivo de tarifas. As companhias já assinaram um memorando de entendimento e planejam um novo formato societário para 2026.

O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, afirmou que a decisão sobre a fusão cabe ao Cade, mas expressou otimismo sobre a possibilidade de aprovação em até 12 meses. Ele destacou a importância de preservar as companhias e evitar que enfrentem problemas financeiros, ressaltando que a fusão poderia melhorar a governança e a capacidade de compra das empresas. No entanto, a ex-conselheira do Cade, Cristiane Schmidt, alertou para riscos de aumento de preços e piora na qualidade do serviço.

As ações da Gol subiram 11,43% após as declarações de Costa Filho, mas a análise do Cade ainda está em fase preliminar. O processo de fusão é considerado complexo, com a expectativa de que a avaliação leve mais tempo do que os 240 dias inicialmente previstos. O ministro reiterou a necessidade de garantir a competitividade no setor aéreo, que atualmente é dominado por Gol e Azul, que juntas representam 63% do mercado de passageiros no Brasil.

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