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Leilão de R$ 19 bilhões no Pará atrai interesse de Sabesp e Equatorial por oportunidades de saneamento

- O leilão de saneamento no Pará, em 11 de abril, visa R$ 19 bilhões em investimentos. - Goldman Sachs aponta interesse de Equatorial e Sabesp, com blocos de concessão variados. - Novo modelo exige universalização de água até 2033, aumentando riscos para licitantes. - Projeções indicam VPL de R$ 2 bilhões, com potencial de criação de valor para empresas. - Pará enfrenta desafios críticos em saneamento, buscando 99% de cobertura até 2039.

O leilão de saneamento do Estado do Pará, agendado para 11 de abril de 2024, prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões e pode atrair grandes empresas do setor, como Equatorial (EQTL3) e Sabesp (SBSP3), conforme análise do Goldman Sachs. A disputa envolverá quatro blocos de concessão, com um valor mínimo de outorga de R$ 1,5 […]

O leilão de saneamento do Estado do Pará, agendado para 11 de abril de 2024, prevê investimentos de R$ 18,8 bilhões e pode atrair grandes empresas do setor, como Equatorial (EQTL3) e Sabesp (SBSP3), conforme análise do Goldman Sachs. A disputa envolverá quatro blocos de concessão, com um valor mínimo de outorga de R$ 1,5 bilhão. Os blocos apresentam investimentos que variam de R$ 6,2 bilhões a R$ 3,6 bilhões e uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real desalavancada de 8,4%.

O relatório indica que o Valor Presente Líquido (VPL) do projeto pode alcançar R$ 2 bilhões, representando um retorno de +5% para a Equatorial e +3% para a Sabesp. A TIR real alavancada pode chegar a 14,8% se os licitantes garantirem benefícios fiscais da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). A análise de sensibilidade sugere que, mesmo com variações em custos e volume, o projeto ainda oferece potencial significativo de criação de valor.

O modelo de concessão proposto difere dos contratos tradicionais, adotando uma tarifa fixa ajustada pela inflação e exigindo metas de universalização de saneamento até 2033. As empresas terão que arcar com custos operacionais sem repassar excessos aos consumidores, o que aumenta os riscos operacionais. O governo estima uma inadimplência de até 40% nas receitas no primeiro ano, reduzindo para 10% após dez anos, o que exigirá planejamento financeiro adequado.

O estado do Pará enfrenta sérios desafios de saneamento, com uma das piores coberturas de água e esgoto do Brasil. O projeto visa atingir 99% de cobertura de água e 90% de esgoto nos 126 municípios atendidos. O Goldman Sachs destaca que cerca de 60% do investimento será realizado nos primeiros oito anos, o que pode resultar em fluxo de caixa livre negativo até 2033, exigindo que as empresas tenham capacidade financeira para suportar esse período inicial.

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