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Dólar em alta: investidores brasileiros encontram oportunidades em bonds americanos

- O crédito privado no Brasil cresceu em 2024, com recordes de emissão e captação. - Para 2025, esperam-se retornos entre 8% e 12% em ativos de crédito privado. - Especialistas recomendam fundos diversificados em vez de títulos americanos isolados. - Investir em fundos oferece mitigação de riscos e acesso a mais de 300 títulos. - A economia americana é vista como menos arriscada, favorecendo investimentos em crédito.

O crédito privado no Brasil alcançou novos patamares em 2024, com recordes de emissão e captação. Com os juros elevados, investidores buscam diversificação em renda fixa que ofereça previsibilidade. Esse movimento não é exclusivo do Brasil; os bonds de empresas americanas também estão em alta, com taxas atrativas. A renda fixa global rendeu 8,59% no […]

O crédito privado no Brasil alcançou novos patamares em 2024, com recordes de emissão e captação. Com os juros elevados, investidores buscam diversificação em renda fixa que ofereça previsibilidade. Esse movimento não é exclusivo do Brasil; os bonds de empresas americanas também estão em alta, com taxas atrativas. A renda fixa global rendeu 8,59% no ano passado, e com a valorização do dólar, o retorno saltou para 33,36%. Para 2025, as expectativas são de retornos semelhantes, com a diminuição das chances de cortes de juros pelo Federal Reserve.

Rodrigo Aloi, da HMC Capital, destaca que a economia americana está em crescimento, mesmo com a inflação em alta. Ele acredita que 2025 manterá a tendência positiva, com retornos entre 8% e 12% nas diferentes classes de crédito, como bonds high yield e crédito estruturado. Aloi observa que os títulos das empresas oferecem rendimentos comparáveis aos da Bolsa americana, mas com menor volatilidade. No entanto, ele alerta que a atratividade dos investment grade diminuiu devido à redução dos spreads.

Especialistas recomendam cautela ao investir diretamente em títulos de crédito americanos, devido à concentração de risco e à complexidade do mercado. A alternativa mais segura é optar por fundos, que podem diversificar e mitigar riscos. Michel Dazzi, da Principal Claritas, ressalta que esses fundos possuem acesso a uma ampla gama de títulos, algo difícil para investidores individuais. Para quem busca exposição ao dólar, existem boas opções de fundos internacionais e locais que operam com estratégias de crédito.

A exposição ao mercado externo deve ser vista como uma forma de mitigação de riscos, segundo os especialistas. O Brasil apresenta maior volatilidade e incertezas políticas e econômicas em comparação aos Estados Unidos. Aloi afirma que o investimento em fundos é viável para todos os perfis de investidores brasileiros, desde os conservadores até os arrojados. A Principal Claritas aumentou sua recomendação para crédito privado nos EUA em 2025, destacando a lucratividade das empresas e a liquidez do mercado.

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