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Governo sinaliza proteção aos fundos imobiliários e mercado celebra decisão

- O governo federal sinalizou que não haverá taxação sobre fundos imobiliários (FIIs). - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentará proposta ao Congresso. - Gestores do mercado consideram a decisão um alívio e um sinal de confiança. - FIIs geram mais de R$ 40 bilhões na economia e dois milhões de empregos. - A preservação dos FIIs é vista como crucial para o financiamento do setor imobiliário.

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) demonstra um alívio após o governo federal indicar que não haverá tributação sobre o segmento. A preocupação surgiu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar a isenção para FIIs e Fiagros na nova reforma tributária. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que apresentará uma […]

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) demonstra um alívio após o governo federal indicar que não haverá tributação sobre o segmento. A preocupação surgiu após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar a isenção para FIIs e Fiagros na nova reforma tributária. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que apresentará uma proposta ao Congresso para assegurar a não taxação dessas carteiras, o que foi bem recebido por gestores e analistas durante a Premiação Outliers InfoMoney em São Paulo.

Alessandro Vedrossi, da Valora Investimentos, expressou otimismo, afirmando que a tributação seria um “tiro no pé” para a indústria imobiliária, que atualmente colabora com a produção no Brasil. Ele destacou que possui R$ 3,6 bilhões investidos no setor residencial e enfatizou a importância do agronegócio na discussão. Tiago Reis, da Suno Research, também acredita que as sinalizações do governo são suficientes para tranquilizar o mercado, ressaltando que mais de dois milhões de empregos na construção civil dependem do financiamento dos FIIs, que injetam R$ 40 bilhões na cadeia produtiva.

Flávio Cagno, da Kinea Investimentos, alertou sobre a necessidade de o governo garantir a preservação da indústria de FIIs. Ele argumentou que qualquer mudança no modelo atual poderia desestimular investidores, resultando em menos recursos para o setor imobiliário e impactando negativamente a economia do país. Atualmente, o mercado conta com quase três milhões de investidores, sendo 75% deles pessoas físicas, e a renúncia fiscal dos FIIs é vista como uma alternativa vital para o financiamento imobiliário.

Cagno também destacou que a poupança, tradicional fonte de captação de recursos para o mercado imobiliário, tem enfrentado saques recorrentes nos últimos anos, o que reforça a necessidade de manter o regime tributário favorável aos FIIs. A preservação desse modelo é considerada essencial para garantir a continuidade do financiamento e o desenvolvimento do setor.

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