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Trump intensifica ataque a benefício fiscal da indústria de private equity

- Donald Trump reafirma desejo de eliminar benefício fiscal para private equity, controverso. - Mudança pode reduzir déficit em US$ 13 bilhões até 2034, segundo CBO. - Ações de grandes empresas de private equity caem após comentários de Trump. - Setor enfrenta oposição feroz, com lobby forte em defesa do tratamento atual. - Participação nos lucros é crucial para remuneração de executivos, afetando investimentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou seu desejo de eliminar um benefício fiscal que favorece gestores de fundos de private equity, uma mudança que políticos tentam implementar há mais de uma década. O tratamento tributário atual permite que esses executivos paguem uma alíquota menor sobre seus lucros, que são classificados como ganhos de […]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou seu desejo de eliminar um benefício fiscal que favorece gestores de fundos de private equity, uma mudança que políticos tentam implementar há mais de uma década. O tratamento tributário atual permite que esses executivos paguem uma alíquota menor sobre seus lucros, que são classificados como ganhos de capital, em vez de renda normal. Durante uma reunião com legisladores republicanos, Trump destacou que fechar essa brecha tributária é uma prioridade, o que poderia resultar em uma redução do déficit em US$ 13 bilhões até 2034, segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO).

A proposta de Trump se insere em um contexto de crescente insatisfação popular com o custo de vida, colocando-o em conflito com uma indústria de private equity que movimenta trilhões de dólares e possui um forte lobby. Tanto presidentes democratas quanto republicanos, incluindo o atual presidente Joe Biden, tentaram modificar esse tratamento tributário, mas enfrentaram resistência significativa da indústria. Espera-se que o setor utilize estratégias de lobby já testadas, argumentando que o tratamento atual é justo para um investimento de risco que não garante retorno.

Grandes empresas de private equity, como Apollo Global Management, Blackstone, Carlyle e KKR, possuem bilhões de dólares em investimentos que se beneficiam desse tratamento fiscal. A KKR, por exemplo, reportou US$ 7,9 bilhões em participação nos lucros não realizados, enquanto a Blackstone tinha US$ 6,3 bilhões em receita líquida acumulada. A estrutura de remuneração dessas empresas tem se ajustado para aumentar a participação nos lucros para seus profissionais, refletindo a dependência dessa forma de compensação.

Após os comentários de Trump, as ações de algumas dessas empresas sofreram quedas, com a KKR apresentando a maior perda, de 1,4%. O posicionamento de Trump não é uma novidade, já que em 2016 ele prometeu acabar com a “dedução da participação nos lucros”. Em 2017, a questão foi debatida, mas não avançou nas reformas tributárias, evidenciando a complexidade e a resistência em torno do tema.

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