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B3 planeja diversificar produtos e fortalecer mercado de renda fixa em 2025

- O mercado de ações brasileiro não teve IPOs desde 2021, gerando desconfiança. - Em 2024, a renda fixa captou R$ 783,4 bilhões, um recorde histórico. - A B3 planeja lançar aluguel de debêntures e derivativos de crédito em 2025. - Acesso ao mercado internacional será facilitado com parcerias, como com a Interactive Brokers. - Novos contratos futuros de criptoativos, como solana e ether, estão previstos para este ano.

Nos últimos três anos, o Brasil tem enfrentado uma escassez de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), sem registros desde 2021. A B3, principal bolsa de valores do país, destaca que essa ausência impacta a liquidez e a receita, mas o CEO Gilson Finkelsztain afirma que o mercado de capitais não está estagnado. Em evento […]

Nos últimos três anos, o Brasil tem enfrentado uma escassez de ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), sem registros desde 2021. A B3, principal bolsa de valores do país, destaca que essa ausência impacta a liquidez e a receita, mas o CEO Gilson Finkelsztain afirma que o mercado de capitais não está estagnado. Em evento recente, ele declarou: “O mercado de capitais brasileiro definitivamente não está parado”, enfatizando que a renda fixa tem sido a principal fonte de financiamento para grandes empresas.

Em 2024, o mercado de capitais brasileiro alcançou um recorde de R$ 783,4 bilhões em captações, com 88% desse total proveniente de produtos de renda fixa, segundo a Anbima. Finkelsztain ressaltou que este é o melhor ano da história da renda fixa no Brasil, o que demonstra a evolução do mercado de dívida local. A B3 planeja expandir suas operações em 2025, priorizando a renda fixa e desenvolvendo um mercado de derivativos de crédito.

Para aumentar a liquidez, a B3 pretende lançar operações de aluguel de debêntures ainda este ano. Finkelsztain também destacou que a recuperação do mercado de renda variável depende de um cenário macroeconômico favorável, com inflação controlada e juros mais baixos. Além disso, a B3 está em negociações com plataformas internacionais para facilitar o acesso de investidores ao mercado brasileiro, reduzindo custos que podem variar entre R$ 40 mil e R$ 50 mil anuais.

A B3 também planeja expandir a oferta de contratos futuros de criptoativos, incluindo solana e ether, e explorar oportunidades no mercado de commodities, como soja e minério de ferro. Finkelsztain mencionou que a atração de investimentos globais é um desafio, mas a listagem cruzada com bolsas internacionais pode ser uma solução viável.

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