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Estados ampliam investimentos no Minha Casa Minha Vida para atender famílias de baixa renda

- Em 2024, estados aplicaram R$ 837,1 milhões em subsídios, aumento de 92%. - Foram contratadas 50,3 mil unidades habitacionais, recorde em 13 anos. - O programa MCMV Cidades, criado em 2023, visa famílias com renda de até R$ 8 mil. - O Rio Grande do Sul lançou o Porta de Entrada, com R$ 120 milhões para 6 mil contratos. - Participação dos estados ainda é baixa, representando menos de 10% das unidades contratadas.

Os estados brasileiros aumentaram significativamente sua participação no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) em 2024, quase dobrando os investimentos em moradias para a população de baixa renda. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, os subsídios estaduais totalizaram R$ 837,1 milhões, um crescimento de 92% em relação a 2023. Essa quantia representa 45% […]

Os estados brasileiros aumentaram significativamente sua participação no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) em 2024, quase dobrando os investimentos em moradias para a população de baixa renda. De acordo com dados da Caixa Econômica Federal, os subsídios estaduais totalizaram R$ 837,1 milhões, um crescimento de 92% em relação a 2023. Essa quantia representa 45% do total investido desde 2012, que soma R$ 1,861 bilhão. O aumento dos investimentos resultou em um recorde de 50,3 mil unidades habitacionais contratadas no ano passado.

A expansão do programa se deve à criação da modalidade MCMV Cidades em 2023, que visa facilitar o financiamento para famílias com renda de até R$ 8 mil. Os estados podem contribuir com recursos diretos, doação de terrenos ou emendas do Orçamento da União. Em 2024, foram R$ 73,1 milhões em terrenos e R$ 34,7 milhões em emendas. Até 2022, apenas São Paulo e Paraná participavam do programa, mas desde 2023, outros seis estados, incluindo Amazonas e Ceará, também se uniram à iniciativa.

A vice-presidente de Habitação da Caixa, Inês Magalhães, destacou que o MCMV Cidades busca ajudar famílias de baixa renda a formar poupança para a entrada no financiamento. Apesar do crescimento, as operações com apoio dos estados representaram menos de 10% das 580 mil unidades contratadas no MCMV em 2024. Inês espera que mais estados se unam ao programa em 2025, enfatizando a importância da colaboração entre diferentes níveis de governo.

Os estados de São Paulo e Paraná têm sido os principais responsáveis pelos repasses, com São Paulo contribuindo com R$ 885 milhões desde 2012, beneficiando 69,2 mil unidades. O programa Casa Fácil Paraná, por sua vez, já destinou R$ 686 milhões para 38,6 mil unidades. No Rio Grande do Sul, o programa Porta de Entrada foi lançado em 2024, com um investimento total de R$ 120 milhões, visando atender famílias com renda de até cinco salários mínimos. O Espírito Santo também reportou avanços significativos, com 2.330 famílias beneficiadas em apenas nove meses de parceria com a Caixa.

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