Jyoti Bansal, conhecido por suas aquisições inusitadas, está prestes a unir suas duas startups, Harness e Traceable, em uma fusão que promete impactar o mercado. Desde 2020, Bansal atua como cofundador e CEO de ambas as empresas, sendo que a primeira oferece soluções para gerenciamento de código e a segunda foca na proteção de dados […]
Jyoti Bansal, conhecido por suas aquisições inusitadas, está prestes a unir suas duas startups, Harness e Traceable, em uma fusão que promete impactar o mercado. Desde 2020, Bansal atua como cofundador e CEO de ambas as empresas, sendo que a primeira oferece soluções para gerenciamento de código e a segunda foca na proteção de dados sensíveis. A fusão, prevista para o final deste mês ou início do próximo, resultará em uma companhia com 1.100 funcionários e uma valorização de cerca de R$ 5 bilhões.
Bansal comparou a nova empresa ao tamanho que a AppDynamics tinha antes de seu IPO, com uma expectativa de R$ 250 milhões em receita anualizada para 2025 e uma taxa de crescimento de 50%. Ele acredita que a união permitirá à Harness expandir sua oferta de produtos e à Traceable se proteger melhor de concorrentes, como a HashiCorp, que está sendo adquirida pela IBM. Em entrevistas, Bansal expressou seu desejo de ter um ticker ativo na bolsa, após sentir-se insatisfeito com a venda da AppDynamics.
A decisão de fundir as empresas surgiu após a percepção de que as decisões de compra de ferramentas de segurança de código e dados estão se unindo nas organizações. Durante reuniões, tanto funcionários quanto clientes questionaram Bansal sobre a possibilidade de consolidação. Com 70% dos maiores clientes da Traceable sendo também clientes da Harness, a fusão parece ser uma resposta lógica às demandas do mercado.
Inicialmente, a Traceable funcionará como uma unidade independente dentro da Harness, com Sanjay Nagaraj como gerente geral. Bansal está confiante de que as tecnologias de ambas as empresas se integrarão bem, permitindo uma melhor compreensão da origem do código-fonte e de seu uso. Investidores, como Harrick, veem a fusão como uma oportunidade positiva, destacando que a concentração de esforços em uma única empresa pode beneficiar todos os envolvidos.
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